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	<title>Finanças &#8211; Bastidores do Poder</title>
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	<description>Negócios, Notícias, Análises e Grandes Histórias</description>
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	<title>Finanças &#8211; Bastidores do Poder</title>
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		<title>O Castelo Global do Mercado Livre</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 12:42:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A engenharia (Delaware + Nasdaq + Uruguai) que blindou o império de US$ 130 bi e seu fundador do caos argentino O Mercado Livre costuma ser apresentado como a história definitiva de sucesso tech na América Latina: uma empresa avaliada em cerca de US$ 130 bilhões, líder absoluta no comércio eletrônico e nos serviços financeiros [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>A engenharia (Delaware + Nasdaq + Uruguai) que blindou o império de US$ 130 bi e seu fundador do caos argentino</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Mercado Livre</strong> costuma ser apresentado como a história definitiva de sucesso tech na América Latina: uma empresa avaliada em cerca de <strong>US$ 130 bilhões</strong>, líder absoluta no comércio eletrônico e nos serviços financeiros digitais do continente. Como toda epopeia latino-americana, no entanto, há um detalhe incômodo que quase sempre fica fora do enquadramento, que é o fato de o gigante ter nascido na <strong>Argentina</strong>, país onde a inflação devora planilhas, governos caem antes do café e o Estado, quando estica a mão, não costuma parar no meio do caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O triunfo do Mercado Livre vai além da inovação ou da eficiência operacional, é fruto de um projeto calculado, quase clínico, de neutralizar riscos. Antes de ser uma empresa, o MELI foi uma arquitetura de sobrevivência, uma equação jurídica, geográfica e societária montada para proteger o negócio de seu próprio país de origem. A tecnologia veio depois da blindagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa engenharia, concebida por <strong>Marcos Galperin</strong> no fim dos anos <strong>1990</strong>, transformou o Mercado Livre em algo pouco usual no capitalismo latino-americano, sendo uma companhia regional que opera na América Latina, mas não pertence juridicamente à América Latina. O resultado foi um império soberano, com muralhas erguidas muito longe de Buenos Aires e em territórios nos quais a imprevisibilidade latino-americana não chega.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A fundação: o batismo em Delaware</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão mais determinante da história do Mercado Livre não envolveu código, logística ou marketing, foi uma questão cartorial. Em <strong>1999</strong>, <strong>Marcos Galperin</strong> decidiu incorporar a empresa em <strong>Delaware</strong>, o estado americano preferido das empresas globais pela previsibilidade jurídica e pela proteção aos acionistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao nascer sob a lei americana, o MELI escapou, desde o primeiro minuto, do alcance dos tribunais argentinos. Qualquer disputa societária, ameaça de intervenção estatal ou litígio relevante seria resolvido nos EUA e não em Buenos Aires.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O círculo se fechou em <strong>2007</strong>, quando a empresa abriu capital na <strong>Nasdaq</strong>. As vantagens da incorporação somaram-se às exigências de transparência e governança impostas pela SEC (Securities and Exchange Commission, em inglês), que é a agência federal independente do governo dos EUA responsável por regular os mercados de capitais, protegendo investidores e mantendo mercados justos e eficientes. Ou seja, um segundo anel de proteção.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O quartel-general: o hedge geográfico no Uruguai</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa era americana no papel, mas a operação ainda gravitava em torno de Buenos Aires. Para <strong>Galperin</strong>, esse era um risco tão letal quanto a legislação local. A solução foi deslocar o centro de comando para <strong>Montevidéu</strong>, no <strong>Uruguai</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Uruguai oferecia aquilo que a Argentina não conseguia entregar, como estabilidade política, ambiente regulatório previsível e ausência de sobressaltos macroeconômicos. A mudança criou um bunker operacional, com a gestão estratégica ficando no refúgio estável, enquanto a operação continuava espalhada pela região.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O escudo anti-controle: a governança pulverizada</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura acionária do Mercado Livre seguiu o manual das big techs americanas: <strong>capital totalmente pulverizado na Nasdaq</strong>, sem controlador definido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o estatuto social em Delaware contém cláusulas anti-takeover robustas, como <em>poison pills</em>. Essa combinação torna uma aquisição hostil, seja por um concorrente, seja por um ator estatal, proibitivamente cara e complexa. A gestão, liderada por Galperin, está protegida não por uma maioria de ações, mas pelas leis de governança corporativa dos EUA. Eles criaram um escudo que torna a empresa, na prática, inabalável a ataques de controle.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A diversificação operacional: diluindo o “Risco-Argentina”</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A blindagem jurídica e geográfica seria inútil se 90% da receita ainda dependesse da economia argentina. Por isso, a quarta camada de proteção foi a diversificação operacional agressiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a Argentina é importante, mas não é vital. O verdadeiro motor do império é o <strong>Brasil</strong>, que em 2024 gerou <strong>US$ 11,4 bilhões</strong> em receita. O <strong>México</strong> já é o segundo maior mercado, com <strong>US$ 4,7 bilhões</strong>. A <strong>Argentina</strong> vem em terceiro, com <strong>US$ 3,8 bilhões</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números mostram que a operação argentina representa uma fatia decrescente do bolo. Se o governo local decidisse expropriar a operação amanhã, seria um golpe financeiro significativo, mas jamais fatal para o império global. O &#8220;Risco-Argentina&#8221; foi diluído a uma linha no balanço.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A blindagem pessoal: a fortaleza do fundador</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A fortuna de <strong>Marcos Galperin</strong>, estimada em cerca de <strong>US$ 10 bilhões</strong>, não está exposta a tempestades argentinas, uruguaias ou de qualquer outro país onde o MELI opere.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de uma holding controladora europeia, Galperin utiliza <strong>estruturas patrimoniais como trusts e limited partnerships</strong>, frequentemente associadas à <strong>fundação holandesa (Stichting)</strong> para abrigar ações e coordenar sucessão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o nível máximo de sofisticação para garantir que a riqueza construída sobreviva não apenas a ele, mas a gerações, independentemente do que aconteça na América Latina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um império soberano</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Mercado Livre vale cerca de <strong>US$ 130 bilhões</strong> não apenas pelo e-commerce veloz ou pela fintech onipresente. O valor nasce da engenharia de blindagem que permitiu à empresa operar em um continente instável sem ser refém dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com <strong>Delaware</strong> como escudo jurídico, a <strong>Nasdaq</strong> como fonte de capital, o <strong>Uruguai</strong> como centro de comando e o <strong>Brasil</strong> como motor de receita, Galperin construiu um castelo global apoiado sobre solo latino-americano, mas sem se submeter às intempéries regionais.</p>
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		<title>Como Matar uma Empresa para Salvar seu Valor?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 03:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Falências]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 20 de junho de 2016, a Oi entrou com o maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil. Eram mais de R$65 bilhões em dívidas, espalhadas por bancos, fornecedores, detentores de títulos no exterior, trabalhadores e até órgãos públicos. A cena que se desenhou a partir dali deveria ser a de uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No dia <strong>20 de junho de 2016</strong>, a <strong>Oi</strong> entrou com o <strong>maior pedido de recuperação judicial</strong> da história do Brasil. Eram mais de <strong>R$65 bilhões</strong> em dívidas, espalhadas por bancos, fornecedores, detentores de títulos no exterior, trabalhadores e até órgãos públicos. A cena que se desenhou a partir dali deveria ser a de uma empresa em busca de renascimento, mas foi a de um corpo a ser fatiado com precisão cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A narrativa clássica de <strong>reestruturação</strong>, com corte de custos, renegociação de débitos, preservação de empregos e retomada do crescimento, não se aplicava. O que se mostrou foi um <strong>desmanche corporativo</strong> em escala inédita, no qual advogados, banqueiros e reguladores decidiram que a única forma de salvar algum valor era <strong>desmontar a companhia</strong>, vender pedaços no atacado e entregar o que restasse ao mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cada leilão, a <strong>Oi</strong> deixava de ser um pouco menos Oi. O serviço móvel foi repassado às rivais, as torres foram para fundos de infraestrutura, a fibra para sócios interessados em explorar a rede e os imóveis para quem pagasse mais. O que ficou foi uma <strong>empresa reduzida ao negócio de fibra óptica</strong> e a uma marca que já deixava o lugar central que teve nas telecomunicações brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo não salvou a <strong>Oi</strong> como empresa, mas extraiu algo em torno de <strong>R$40 bilhões</strong> em ativos vendidos ao longo de <strong>seis anos</strong>. Para os credores, significou recuperar uma parte do que se perderia em caso de falência, enquanto, para os acionistas minoritários, sobrou poeira. Para o setor de telecomunicações, uma concentração ainda maior de poder nas mãos da <strong>Vivo, da Claro e da TIM</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong><br></strong><strong>Anatomia de uma recuperação judicial</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A recuperação judicial da <strong>Oi</strong> foi aprovada em <strong>dezembro de 2017</strong>, após <strong>meses de disputa com credores</strong>. O plano classificava as dívidas em diferentes categorias e previa a injeção imediata de cerca de <strong>R$4 bilhões</strong> em capital novo. A criação de <strong>Unidades Produtivas Isoladas (UPIs)</strong>, que permitiam vender partes do negócio de forma separada, sem carregar o passivo judicial da companhia, foi o elemento decisivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa engenharia jurídica foi o instrumento para transformar a <strong>Oi</strong> em um <strong>supermercado de ativos</strong>. Um comprador interessado podia adquirir espectro de telefonia móvel, torres de transmissão, rede de fibra ou imóveis, e não precisava assumir o conjunto da dívida que sufocava a operadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano também contava com a anuência da <strong>Anatel</strong>, reguladora que era <strong>credora bilionária da empresa</strong>, ao mesmo tempo. Havia o risco de o colapso da <strong>Oi</strong> comprometer a continuidade de serviços públicos essenciais. A solução regulatória foi apoiar as vendas, desde que garantidos os compromissos mínimos de universalização e a manutenção de bens reversíveis, aqueles que voltam ao Estado ao final da concessão.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong><br></strong><strong>O mercado das partes valiosas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O leilão mais representativo ocorreu em <strong>dezembro de 2020</strong>, quando um consórcio formado por <strong>Vivo, TIM e Claro</strong> arrematou os ativos móveis da <strong>Oi</strong> por <strong>R$15,9 bilhões</strong>. Os <strong>clientes foram redistribuídos entre as três operadoras</strong>, reforçando a concentração do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes disso, no mesmo ano, a norte-americana <strong>Highline</strong> pagou cerca de <strong>R$1,06 bilhão</strong> por torres de telefonia móvel. Dois anos depois, a mesma empresa desembolsou <strong>R$1,7 bilhão</strong> por torres fixas. Em paralelo, o <strong>BTG Pactual</strong>, por meio da <strong>V.tal</strong>, levou a estrutura de fibra óptica da <strong>Oi</strong> em um negócio de <strong>R$5,7 bilhões</strong>. Somados a outras alienações menores, o total superou <strong>R$ 30 bilhões</strong> em vendas de ativos até <strong>2022</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desmanche ocorria em praça pública, com martelo batido e comunicados oficiais. O que se resgatava, no fim, era a liquidez imediata, um dinheiro vivo para reduzir a dívida e prolongar a sobrevida da companhia.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>A Nova Oi: sobrevivente ou fantasma?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>dezembro de 2022</strong>, a Justiça encerrou formalmente o processo de recuperação judicial da <strong>Oi</strong>. A dívida, que beirava <strong>R$65 bilhões</strong>, havia caído para cerca de <strong>R$22 bilhões</strong> após renegociações, conversões em ações e o uso do dinheiro das vendas de ativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chamada <strong>Nova Oi</strong> concentrou-se na oferta de fibra óptica e serviços digitais associados. Já não possuía mais operações móveis, nem torres próprias, e contava com uma participação minoritária na <strong>V.tal</strong>, controlada pelo <strong>BTG</strong>. A telefonia fixa, antes o carro-chefe, seguia em <strong>declínio irreversível</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista societário, a <strong>Oi</strong> não morreu. Continua listada em bolsa, ainda negocia com credores e investe em redes. A sua escala e relevância no setor, no entanto, não lembram a de uma gigante das telecomunicações. O que restou foi uma empresa de nicho, reduzida, tentando sobreviver em um mercado disputado por operadoras que absorveram suas partes mais valiosas.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong><br></strong><strong>O valor e o vazio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caso da <strong>Oi</strong> expõe um dilema no capitalismo brasileiro, quando não há como salvar a empresa, mas há como salvar o valor que ela carrega. A estratégia de desmontá-la foi eficiente para credores institucionais e para concorrentes, mas devastadora para acionistas, trabalhadores e para o ideal de competição no setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final, o desmanche da <strong>Oi</strong> foi um espetáculo acompanhado em tempo real por reguladores, fundos de investimento e bancos de varejo. Cada pedaço vendido carregava consigo um <strong>pedaço da história corporativa</strong>. A empresa não se reergueu, o que se resgatou foram suas partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>2025</strong>, a <strong>Oi</strong> atravessa um momento de contradições deste desmanche corporativo. No <strong>segundo trimestre de 2025</strong>, a empresa reverteu um pequeno lucro do mesmo período de <strong>2024</strong> para registrar um prejuízo líquido de <strong>R$835 milhões</strong>. O <strong>EBITDA</strong> de rotina continuou negativo em <strong>R$91 milhões</strong>, com margem piorando para <strong>−14,3%</strong>. Soma-se a isso uma dívida líquida valorizada em quase <strong>R$10 bilhões</strong>, <strong>50,9%</strong> acima do reportado há um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na parte regulatória, a <strong>Anatel</strong> sinalizou para a Justiça em <strong>setembro de 2025</strong> que há um cenário de contingência, com garantias financeiras de cerca de <strong>R$ 450 milhões</strong> para <strong>evitar interrupção de serviços essenciais</strong> caso algo pior ocorra, além de preparar um <strong>plano de transição</strong> para assegurar o funcionamento de redes em localidades remotas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo tendo sobrevivido como marca e estrutura mínima, a <strong>Oi</strong> segue com operações enfraquecidas, pressões judiciais e regulatórias, desempenho operacional ainda negativo e a dúvida de que se o que restou será suficiente para <strong>evitar a falência de fato</strong> ou postergar o colapso.</p>
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		<title>Fuga da B3: por que empresas brasileiras buscam cada vez mais Wall Street?</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 03:34:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças]]></category>
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					<description><![CDATA[Em junho de 2025, a JBS estreou na Bolsa de Valores de Nova Iorque, a NYSE. Esse movimento da empresa brasileira do setor de alimentos, a mais recente listada por lá, é cada vez mais comum. Companhias nacionais estão atravessando o Atlântico financeiro em busca de liquidez, previsibilidade e visibilidade global. Nos Estados Unidos, os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>junho de 2025</strong>, a <strong>JBS</strong> estreou na <strong>Bolsa de Valores de Nova Iorque</strong>, a NYSE. Esse movimento da empresa brasileira do setor de alimentos, a mais recente listada por lá, é cada vez mais comum. Companhias nacionais estão atravessando o Atlântico financeiro em busca de <strong>liquidez, previsibilidade e visibilidade global</strong>. Nos <strong>Estados Unidos</strong>, os papéis de empresas brasileiras já movimentam quase dois terços do volume negociado na própria <strong>B3</strong>, a bolsa de valores do <strong>Brasil</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por trás disso, há razões estruturais e de contexto. No Brasil, os <strong>juros altos, a inflação resistente e as incertezas fiscais</strong> minam o apetite dos investidores. Do outro lado, <strong>Wall Street </strong>oferece profundidade de mercado, estabilidade cambial e regras de governança consolidadas. Para as <strong>empresas</strong>, é uma vitrine global, mas, para o <strong>investidor brasileiro</strong>, pode ser um encolhimento das opções domésticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento atual não é exclusividade do Brasil. Empresas da <strong>Europa</strong> e da <strong>Ásia</strong> também estão migrando para os Estados Unidos. Por aqui, porém, a debilidade do mercado local torna o fenômeno mais visível.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Por que Wall Street atrai tanto?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a B3 reúne <strong>cerca de 400 companhias</strong>, os Estados Unidos contam com <strong>mais de 5 mil listadas</strong> entre a <strong>NYSE</strong> e a <strong>Nasdaq</strong>, bolsa de valores americana conhecida por ser a primeira bolsa eletrônica do mundo e por listar muitas empresas de tecnologia, como <strong>Apple</strong> e <strong>Google</strong>. A diferença vai além dos números, chegando à cultura investidora. <strong>Mais da metade dos americanos</strong> investe na bolsa, direta ou indiretamente, criando um mercado maduro e de liquidez abundante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro atrativo está nas regras. A <strong>SEC</strong>, agência reguladora equivalente à <strong>Comissão de Valores Mobiliários (CVM)</strong> brasileira, impõe governança rigorosa e garante maior previsibilidade. Ao mesmo tempo, é mais flexível em pontos cruciais, ao não exigir ações em circulação pública (<em>free float)</em> de <strong>25%</strong> como no Brasil, aceitar estruturas acionárias com diferentes classes de ações e permitir listagens parciais com apenas <strong>10%</strong> dos papéis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que os controladores podem captar recursos <strong>sem perder o comando</strong> da empresa. Essa é uma equação difícil de encontrar no mercado brasileiro e um <strong>fator decisivo</strong> para empreendedores que buscam crescer sem abrir mão do controle.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Queda de braço entre São Paulo e Nova Iorque</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>2020</strong>, apenas<strong> 29% do volume</strong> movimentado por ações brasileiras ocorria nos Estados Unidos. Esse número saltou para <strong>65,6% </strong>em <strong>2025</strong>. Enquanto a liquidez diária da B3 caiu de <strong>US$ 5,29 bilhões</strong> em <strong>2021</strong> para <strong>US$ 3,32 bilhões</strong> até <strong>maio de 2025,</strong> os <strong>ADRs</strong>, que são os certificados de ações de empresas estrangeiras negociados em bolsas americanas, cresceram para mais de <strong>US$ 2 bilhões</strong> por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns gigantes nacionais já viram os papéis renderem mais na Terra do Tio Sam do que no próprio país. É o caso da <strong>Petrobras</strong>, cujos ADRs movimentam quase quatro vezes mais em Nova Iorque do que no Brasil. Empresas como <strong>Vale, Itaú, Bradesco e Embraer</strong> seguem a mesma lógica. Como consequência, a B3 perde espaço e as <strong>bolsas americanas ganham protagonismo</strong> na precificação das companhias brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>esvaziamento silencioso da bolsa no Brasil</strong> traz consequências. Para o investidor local que não aplica no exterior, essa oferta de empresas diminui. Setores dinâmicos, como tecnologia e fintechs, dificilmente escolhem São Paulo como palco de estreia ou de permanência fixa e exclusiva. Assim, sobram em grande parte as companhias tradicionais, de setores concentrados, com menor potencial de expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A B3 segue a luta contra a perda de atratividade afetada por juros altos, pela volatilidade política e pela queda no número de <strong>IPOs</strong>, processo pelo qual uma empresa emite, pela primeira vez, ações para serem vendidas ao público geral na bolsa de valores. No entanto, o <strong>sonho americano não é garantia de sucesso</strong>. Abrir capital nos Estados Unidos exige enfrentar auditorias, critérios de governança e a pressão constante de investidores institucionais globais. Se fosse receita infalível, todas as companhias brasileiras provavelmente já estariam listadas em <strong>Wall Street</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Nubank e a onda fintech</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória do <strong>Nubank</strong> ajuda a entender o fenômeno da migração. Desde<strong> dezembro de 2021</strong>, quando abriu capital em Nova Iorque, a fintech passou a valer quase <strong>US$ 45 bilhões</strong>, tornando-se a quarta maior empresa brasileira. A companhia afirmou à época que a <strong>listagem no Brasil seria inviável</strong>, porque a regulação local exigiria maior diluição do controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha reflete o desejo americano por empresas de tecnologia e serviços financeiros. A Nasdaq e a NYSE, por exemplo, abrigam centenas delas. Embora sejam brasileiras, as empresas <strong>Stone, PagSeguro, XP, VTEX e CI&amp;T</strong>, por exemplo, encontraram do outro lado da América um terreno mais fértil para captar recursos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>JBS: uma vitrine de carne bovina em Wall Street</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A maior processadora de proteína animal do mundo escolheu uma <strong>dupla listagem</strong>, mantendo presença na B3 e negociando também na NYSE. Logo no primeiro pregão, em <strong>junho de 2025</strong>, a <strong>JBS</strong> movimentou <strong>US$ 285 milhõe</strong>s, que corresponde a <strong>4,5 vezes a média dos últimos 12 meses</strong> das negociações em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão da JBS vai além da busca por prestígio. A empresa carrega um <strong>desconto de 20% a 25%</strong> em relação à americana <strong>Tyson Food</strong>s. Ao se alinhar aos pares globais, espera <strong>reduzir esse distanciamento</strong> e atrair fundos internacionais que exigem ações listadas nos Estados Unidos. A meta é ingressar em índices como o <strong>Russell 2000</strong> e, em alguns anos, pleitear vaga no<strong> S&amp;P 500</strong>, a vitrine máxima de Wall Street.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Caminho híbrido das gigantes brasileiras</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como a JBS, outras empresas também preferem a <strong>estratégia da dupla listagem</strong>, com ações na B3 e negociações de ADRs em Wall Street. Gigantes como <strong>Vale, Petrobras e Itaú Unibanco</strong>, fazem isso para aproveitar a vitrine global sem abandonar a base doméstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa combinação permite <strong>captar recursos em duas frentes</strong>. Ao manter papéis no Brasil, preservam a presença no mercado local e <strong>mantêm proximidade com investidores domésticos</strong>. Movimentando nos Estados Unidos, ganham liquidez, visibilidade institucional e <strong>acesso a fundos internacionais</strong> de grande porte. As maiores empresas brasileiras entenderam que Wall Street é também um c<strong>aminho indispensável</strong> para trilhar a própria história.</p>
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		<title>Os Banqueiros do Consignado</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 14:49:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Descontado direto na folha, o crédito virou o filé do setor bancário e quem entendeu isso construiu carteiras bilionárias Enquanto grandes bancos como Itaú, Bradesco e Santander disputam o varejo bancário oferecendo produtos e serviços financeiros a pessoas físicas, há um exército de bancos de médio porte e grupos familiares que se enriqueceram com o [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Descontado direto na folha, o crédito virou o filé do setor bancário e quem entendeu isso construiu carteiras bilionárias</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto grandes bancos como <strong>Itaú</strong>, <strong>Bradesco</strong> e <strong>Santander</strong> disputam o varejo bancário oferecendo produtos e serviços financeiros a pessoas físicas, há um <strong>exército de bancos de médio porte</strong> e grupos familiares que se enriqueceram com o <strong>crédito</strong> <strong>consignado</strong>. Neste cenário, instituições como <strong>BMG</strong> e <strong><strong>Daycoval</strong></strong> construíram fortunas, fazendo aquisições e parcerias para consolidar a posição no mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fácil acesso tornou o crédito consignado uma das opções de empréstimo <strong>mais populares</strong> no Brasil, principalmente para quem busca um financiamento com<strong> juros mais baixos.</strong> As parcelas são descontadas <strong>diretamente na folha de pagamento do trabalhador,</strong> do <strong>aposentado</strong> ou dos <strong>pensionistas</strong> <strong>do INSS.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença para que bancos de menor porte crescessem frente a atuação dos bancos tradicionais é que eles têm um foco maior em <strong>produtos específicos,</strong> como <strong>cartão de crédito</strong> consignado e <strong>empréstimos</strong> para aposentados e<strong> </strong>servidores públicos, com limites mais altos, taxas reduzidas e <strong>menor exposição ao risco de inadimplência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Traduzindo o cenário em números recentes, o Banco BMG atingiu <strong>R$ 26,8 bilhões</strong> na carteira de crédito no primeiro trimestre de 2025, desses, 61% são consignados. Em relação a 2024, a carteira cresceu <strong>7,8% </strong>impulsionado pelos produtos de crédito consignado e o crédito na conta</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com foco mais voltado para o <strong>crédito a empresas,</strong> o Banco <strong>Daycoval</strong> chegou a <strong>R$ 62,2 bilhões</strong> no primeiro trimestre de 2025 na carteira de crédito, dos quais <strong>R$ 16 bilhõe</strong>s são de consignado, um aumento de 12,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O modelo de negócio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As fortunas desses bancos de médio porte foram construídas basicamente em <strong>nichos específicos,</strong> como o do crédito consignado, que oferece um <strong>risco menor </strong>e <strong>maior previsibilidade de recebimento, </strong>com o <strong>desconto</strong> <strong>direto na folha </strong>de pagamento dos clientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal modelo é muito vantajoso para as instituições financeiras, já que <strong>risco de inadimplência</strong> das pessoas físicas e jurídicas é bastante reduzido. Essa <strong>segurança de recebimento</strong> permite à instituição financeira oferecer <strong>juros menores</strong> e, ainda assim, ter <strong>lucro sustentável</strong> a partir das taxas cobradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a <strong>demanda crescente</strong>, foi preciso <strong>expandir portfólios</strong>, <strong>diversificar fontes de financiamento</strong> através de plataformas de investimento e dedicar tempo e dinheiro em <strong>tecnologia</strong> para atrair e atender uma base de clientes cada vez mais ampla e diversificada. Além disso, esses bancos enxergaram uma boa oportunidade ao direcionar também o crédito para <strong>empresas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através de uma boa <strong>gestão de custos</strong>, o foco na <strong>rentabilidade</strong> e a <strong>expansão de serviços financeiros</strong> tornaram essas instituições sólidas e lucrativas.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Como o consignado virou uma “mina de ouro” no Brasil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma <strong>combinação de fatores</strong> ajudou a transformar o <strong>empréstimo consignado</strong> em uma verdadeira <strong>“mina de ouro”</strong> no Brasil. O modelo é extremamente atrativo para as instituições financeiras por conta da <strong>garantia de pagamento</strong> e da <strong>menor exposição ao risco de inadimplência</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com <strong>menor risco</strong>, esses bancos podem oferecer <strong>taxas de juros mais baixas</strong> e expandir a atuação para <strong>novos públicos</strong>, indo além dos <strong>aposentados e servidores públicos</strong> e entrando no <strong>setor privado</strong>. As <strong>taxas do consignado</strong> são significativamente mais baixas do que as de outras modalidades de crédito, como o <strong>cheque especial</strong> e o <strong>cartão de crédito tradicional</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>rentabilidade</strong> fica ainda maior para as instituições com a criação de <strong>novos produtos</strong>, como o <strong>cartão de crédito consignado</strong>. Ele oferece uma <strong>linha de crédito</strong> com <strong>taxas mais baixas</strong> que o cartão de crédito convencional, permitindo assim que o banco gere receita com <strong>taxas e juros variáveis</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensando pelo lado da <strong>praticidade</strong>, a aposta em <strong>tecnologias</strong> e <strong>plataformas de fácil acesso</strong> ao crédito pelo cliente ajudou na <strong>consolidação do modelo</strong>. Atualmente, é possível contratar o crédito através de <strong>aplicativos dos bancos</strong> e até mesmo pela <strong>Carteira de Trabalho Digital</strong>, democratizando o processo para os consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa <strong>pulverização</strong>, principalmente <strong>tecnológica</strong>, aumentou a <strong>concorrência</strong> e <strong>beneficia o contratante</strong>, uma vez que são oferecidas <strong>condições cada vez mais vantajosas</strong>. Mesmo assim, os <strong>bancos e fintechs continuam lucrando</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Novo capítulo e bastidores nas disputas com grandes bancos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>disputa pelo crédito consignado</strong> ganhou um novo capítulo em <strong>2025</strong>, impulsionado pela <strong>ampliação do modelo</strong> para <strong>trabalhadores do setor privado com carteira assinada (CLT)</strong>. Com a entrada do chamado <strong>crédito consignado privado</strong>, o mercado apresenta um cenário de <strong>maior portabilidade</strong> e <strong>concorrência mais acirrada</strong>, pressionando por <strong>taxas de juros mais baixas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer <strong>dívida consignada</strong> pode ser <strong>transferida</strong> para instituições que ofereçam <strong>condições mais vantajosas</strong> para o contratante, aumentando a disputa pela <strong>carteira de clientes</strong>. <strong>Grandes bancos</strong>, <strong>fintechs</strong> e outras instituições do setor financeiro competem diretamente para atrair trabalhadores com <strong>ofertas mais agressivas</strong> e <strong>juros reduzidos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse movimento força os <strong>bancos tradicionais</strong> a repensarem as estratégias, já que a <strong>confiança na marca</strong> não é sinônimo de <strong>garantia de fidelidade</strong>. Para <strong>reter o cliente</strong>, é preciso ir além, com <strong>condições concretas</strong> e <strong>transparentes</strong> de crédito. O <strong>consumidor CLT</strong>, então, ganha mais <strong>poder de escolha</strong> e melhores <strong>oportunidades para renegociar</strong> as dívidas ou contratar <strong>novos empréstimos</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Crédito do Trabalhador: o que muda com a Lei 15.179/2025</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Lei 15.179/2025</strong>, que entrou em vigor em <strong>julho de 2025</strong>, representa um <strong>avanço significativo</strong> na <strong>modernização do mercado de crédito consignado</strong> ao <strong>ampliar a gama de beneficiários</strong> e <strong>facilitar o processo de contratação</strong>. A Lei <strong>atualizou as regras</strong> do crédito consignado no Brasil e marca um passo importante na <strong>consolidação do setor</strong>, principalmente no que diz respeito ao <strong>acesso de trabalhadores do setor privado</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova norma formaliza a criação da <strong>plataforma digital Crédito do Trabalhador</strong>, que <strong>centraliza</strong> e <strong>facilita o acesso</strong> ao crédito consignado para diversos perfis de trabalhadores, incluindo <strong>empregados com carteira assinada</strong>, <strong>microempreendedores individuais</strong>, <strong>empregados domésticos</strong>, <strong>motoristas e entregadores de aplicativo</strong> e <strong>trabalhadores rurais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os empréstimos, então, passam a poder ser <strong>contratados de forma digital</strong> por meio dos <strong>canais dos próprios bancos</strong> ou pelo aplicativo da <strong>Carteira de Trabalho Digital</strong>. A medida <strong>desburocratiza o processo</strong> e <strong>amplia a inclusão financeira</strong>, permitindo que milhões de trabalhadores possam acessar crédito com <strong>condições mais justas</strong>. A <strong>centralização da oferta</strong> por meio da plataforma também garante mais <strong>transparência</strong>, <strong>concorrência</strong> e <strong>segurança</strong> para os consumidores, ao permitir que diferentes instituições financeiras apresentem as propostas de forma <strong>direta e comparável</strong>.</p>
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