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	<title>Aquisições &#8211; Bastidores do Poder</title>
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	<description>Negócios, Notícias, Análises e Grandes Histórias</description>
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	<title>Aquisições &#8211; Bastidores do Poder</title>
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		<title>Votorantim e o fim da era do alumínio </title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 14:00:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em um movimento que encerra um ciclo de 85 anos na indústria brasileira, a Votorantim selou a venda do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para um consórcio formado pela estatal chinesa Chinalco e pela mineradora Rio Tinto. O cheque de R$ 4,7 bilhões marca a saída definitiva da família Ermírio de Moraes de [&#8230;]]]></description>
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<p></p>



<p>Em um movimento que encerra um ciclo de 85 anos na indústria brasileira, a <strong>Votorantim</strong> selou a venda do controle da <strong>Companhia Brasileira de Alumínio (CBA)</strong> para um consórcio formado pela estatal chinesa <strong>Chinalco</strong> e pela mineradora <strong>Rio Tinto</strong>. O cheque de <strong>R$ 4,7 bilhões</strong> marca a saída definitiva da família Ermírio de Moraes de um setor que ajudou a construir.</p>



<p>Se aprovada pelos reguladores, a transação não apenas injeta liquidez no caixa da holding, mas confirma uma mudança tectônica na estratégia do grupo: sair do risco volátil das commodities para a segurança dos contratos regulados de energia e infraestrutura.</p>



<p>O acordo avalia a CBA (Enterprise Value) em <strong>R$ 10,7 bilhões</strong>. O preço de <strong>R$ 10,50 por ação</strong> representa um prêmio de <strong>74%</strong> sobre a média das cotações nos últimos 90 dias.</p>



<p>Mas por que a Votorantim desistiu do alumínio? O que a China ganha com isso? E como a <strong>Auren Energia</strong> se tornou a nova protagonista do conglomerado?</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O Fim da Volatilidade: Por que vender a CBA?</strong></h3>



<p>Para entender a venda da &#8220;joia da coroa&#8221; fundada em 1941, é preciso olhar para o balanço, há anos, o grupo vem executando um movimento disciplinado de rotação de portfólio: sair de teses cíclicas, onde o preço é ditado por bolsas em Londres ou Chicago, e migrar para teses de infraestrutura e <em>utilities</em>, onde o retorno é regulado e protegido da inflação.</p>



<p>A comparação dos números revela o racional inequívoco da holding. Em 2024, a CBA, sujeita às intempéries do preço do alumínio e aos custos de insumos, faturou cerca de <strong>R$ 8,1 bilhões</strong>. No mesmo período, a <strong>Auren Energia</strong> — a plataforma de renováveis do grupo — já apresentava uma receita líquida pro forma de <strong>R$ 11,2 bilhões</strong>.</p>



<p>A hierarquia interna do grupo mudou silenciosamente. A energia, que nasceu como um departamento de suporte para garantir que as fábricas de cimento e alumínio não parassem, tornou-se o protagonista. Hoje, na holding Votorantim S.A., o negócio de energia já é uma das maiores linhas de receita, superando a própria CBA e posicionando-se atrás da Votorantim Cimentos (R$ 26,6 bilhões) e disputando espaço com a CCR (R$ 14,5 bilhões) e a divisão de mineração. Mais do que volume, a energia entrega qualidade de resultado: o setor já responde por mais de 20% do EBITDA total do conglomerado, com margens que a indústria de transformação raramente consegue entregar.</p>



<p>Com a incorporação da AES, a Auren passou a operar uma matriz diversificada e robusta: <strong>54% hídrica, 36% eólica e 10% solar</strong>. Além da geração, a empresa tornou-se líder absoluta em comercialização, negociando 6,2 GW médios em 2024. O EBITDA ajustado consolidado de <strong>R$ 3,3 bilhões</strong> da Auren confirma a tese: é muito mais seguro vender elétrons com contratos de longo prazo do que vender lingotes de alumínio no mercado spot.</p>



<p>Além da Auren, o grupo criou veículos como a <strong>Floen</strong>, para investir em hidrogênio verde e armazenamento, e a <strong>Reservas Votorantim</strong>, para monetizar créditos de carbono. A mensagem para o mercado é clara: a indústria do século XX financia a infraestrutura do século XXI.</p>



<p>A decisão de venda também foi acelerada por um &#8220;bode na sala&#8221;: o <strong>Projeto Rondon</strong>.&nbsp;</p>



<p>Para garantir sua sobrevivência a longo prazo, a CBA precisava tirar do papel uma nova mina de bauxita no Pará. O custo estimado era de <strong>US$ 2,5 bilhões (R$ 15 bilhões)</strong>. A Votorantim se recusou a assinar esse cheque. Ao vender o controle, o grupo transfere esse risco de execução para quem tem bolsos infinitos e necessidade estratégica.</p>



<p>Localizado no Pará, esse projeto de exploração de bauxita era vital para garantir a longevidade operacional da CBA, prometendo adicionar 4,5 milhões de toneladas de produção por ano e substituir minas que entrariam em exaustão. O problema era a etiqueta de preço. Colocar Rondon de pé exigiria um investimento monumental estimado em <strong>US$ 2,5 bilhões (quase R$ 15 bilhões)</strong>.</p>



<p>A Votorantim fez as contas e recusou-se a assinar esse cheque. Investir R$ 15 bilhões em um projeto de mineração greenfield, com todos os riscos de licenciamento e execução, para vender uma commodity cujo preço ela não controla, contradizia frontalmente a nova filosofia de alocação de capital do grupo.&nbsp;</p>



<p>A contratação do banco Moelis em agosto passado para buscar um parceiro foi o &#8220;sinal de fumaça&#8221;: ou alguém entrava com o dinheiro, ou a CBA encolheria. A solução foi vender a operação inteira para quem tem bolsos infinitos e imperativos estratégicos que vão além do retorno financeiro imediato.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O Interesse Chinês: Soberania, não Lucro</strong></h3>



<p>Se para a Votorantim o negócio foi uma saída financeira inteligente, para a <strong>Chinalco</strong> (controladora da Chalco) foi uma manobra de soberania nacional. A China produz 60% do alumínio mundial, mas vive um pesadelo logístico: sua dependência extrema de bauxita importada, concentrada perigosamente na Guiné e na Austrália.</p>



<p>Em um cenário de fragmentação global, depender da Austrália (aliada militar do Ocidente) ou da instabilidade política africana é um risco inaceitável para Pequim. Ao adquirir a CBA, a China coloca as mãos em minas operacionais que produzem 2 milhões de toneladas de bauxita por ano e, crucialmente, destrava o Projeto Rondon. A localização estratégica de Rondon, a apenas 130 km da Estrada de Ferro Carajás, permite escoar essa matéria-prima diretamente para os portos e alimentar as fundições chinesas.</p>



<p>Para a <strong>Rio Tinto</strong>, que entra como sócia minoritária com 33% da Joint Venture, a jogada é de posicionamento no &#8220;alumínio verde&#8221;. A CBA possui um diferencial raro: sua produção é alimentada por energia renovável de 21 hidrelétricas próprias. Em um futuro onde o carbono será taxado nas fronteiras, ter alumínio produzido com base hídrica vale ouro.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que acontece agora?</strong></h3>



<p>O mercado financeiro, sempre atento aos movimentos dos &#8220;tubarões&#8221;, já havia precificado a saída. Embora o prêmio oficial tenha sido de apenas 1,5% sobre o fechamento da véspera, as ações da CBA dispararam 47% em janeiro e dobraram nos últimos 12 meses. O prêmio real pago pelos chineses, sobre a média dos últimos 90 dias, foi de <strong>74%</strong>.</p>



<p>A transação avaliou a empresa inteira (Enterprise Value) em <strong>R$ 10,7 bilhões</strong>, um múltiplo de aproximadamente 6 vezes o EBITDA projetado para 2026. Para a Votorantim, foi a saída perfeita: vendeu no topo, monetizou a especulação e transferiu o risco de execução do Projeto Rondon.</p>



<p>O negócio dispara o <em>tag along</em> para os acionistas minoritários. A joint venture sino-australiana será obrigada a realizar uma <strong>Oferta Pública de Aquisição (OPA)</strong> pelas ações restantes da CBA na B3, pelo mesmo preço de <strong>R$ 10,50</strong>.</p>



<p>A expectativa do mercado é que a CBA feche seu capital em breve. Para a Votorantim, que encerra o dia com <strong>R$ 13,6 bilhões</strong> em caixa e grau de investimento reafirmado, a mensagem é clara: a tradição industrial do século XX agora financia a infraestrutura verde do século XXI.</p>
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		<title>A Segunda Vida da Casas Bahia</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 12:34:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo Casas Bahia (BHIA3) se tornou o símbolo máximo da crise do varejo tradicional brasileiro. Por meses, a empresa sangrou em praça pública, vendo seu valor de mercado se desfazer enquanto lutava para sobreviver ao que parecia uma tempestade perfeita: concorrência digital feroz e, sobretudo, uma Selic elevada, que estrangulou o coração do seu [&#8230;]]]></description>
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<p>O <strong>Grupo Casas Bahia (BHIA3)</strong> se tornou o símbolo máximo da crise do varejo tradicional brasileiro. Por meses, a empresa sangrou em praça pública, vendo seu valor de mercado se desfazer enquanto lutava para sobreviver ao que parecia uma tempestade perfeita: concorrência digital feroz e, sobretudo, uma <strong>Selic elevada</strong>, que estrangulou o coração do seu modelo, o crediário.</p>



<p>Depois de registrar um prejuízo gigantesco de <strong>R$ 2,62 bilhões em 2023</strong>, a varejista seguiu queimando caixa em <strong>2025</strong>, com perdas de <strong>R$ 408 milhões</strong> no primeiro trimestre e <strong>R$ 555 milhões</strong> no segundo. O modelo que construiu o império da <strong>família Klein</strong> havia quebrado. A alta dos juros fez a despesa financeira líquida explodir para <strong>R$ 1,1 bilhão</strong> em um único trimestre (<strong>2T25</strong>), inviabilizando qualquer recuperação operacional.</p>



<p>Em <strong>abril de 2024</strong>, a empresa tentou um último suspiro, com uma <strong>Recuperação Extrajudicial (RE)</strong> para renegociar <strong>R$ 4,1 bilhões</strong> em dívidas, principalmente com <strong>Bradesco</strong> e <strong>Banco do Brasil</strong>. O acordo deu fôlego ao empurrar <strong>R$ 4,3 bilhões</strong> em pagamentos para depois de <strong>2027</strong>, mas não resolveu o problema estrutural: a dívida seguia lá e a operação continuava inviável.</p>



<p>O verdadeiro “endgame” veio em <strong>agosto de 2025</strong> e não foi liderado pela família fundadora, mas por uma execução fria de mercado. O credor, cansado de esperar, decidiu virar dono.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A engenharia da tomada de controle</strong></h2>



<p>Em <strong>7 de agosto de 2025</strong>, um fato relevante sacudiu o mercado, embora já fosse esperado nos bastidores. A <strong>Mapa Capital</strong>, via subsidiária <strong>Domus VII Participações S.A.</strong>, anunciou a conversão de cerca de <strong>R$ 1,4 bilhão</strong> em debêntures da 10ª emissão de ações ordinárias.</p>



<p>O efeito foi imediato. Com uma única canetada, a Domus VII/Mapa Capital assumiu o controle da Casas Bahia, passando a deter <strong>85,5%</strong> do capital social. O <strong>Conselho de Administração</strong> homologou um aumento de capital de <strong>R$ 1,648 bilhão</strong> e os acionistas que apostavam na virada, incluindo a <strong>família Klein</strong>, foram massivamente diluídos.</p>



<p>Para a companhia, a manobra foi a única salvação real. Eliminou <strong>R$ 1,4 bilhão</strong> do passivo e gerou economia imediata de, no mínimo, <strong>R$ 230 milhões por ano</strong> em juros.</p>



<p>Para a Mapa, foi a execução perfeita da tese de investir em empresas altamente alavancadas, tomar o controle e liderar a reestruturação visando ganho de valor no longo prazo. O credor não queria mais juros, queria a empresa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O novo dono e a limpeza da governança</strong></h2>



<p>Com <strong>85,5%</strong> das ações em mãos, a Mapa Capital não perdeu tempo. A primeira medida de qualquer novo controlador é sempre a mesma: tomar o poder de fato, limpando a governança antiga e instalando seus próprios nomes.</p>



<p>Imediatamente, a gestora convocou uma <strong>Assembleia Geral Extraordinária (AGE)</strong>. A pauta era redesenhar o board. A proposta elevava o <strong>Conselho de Administração</strong> de <strong>cinco para sete membros</strong>, com três cadeiras destinadas a indicados da nova controladora.</p>



<p>A velha guarda do varejo, que comandou a derrocada, estava de saída. Começava a era do varejo administrado pelo financista, não mais pelo varejista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A tese do turnaround</strong></h2>



<p>A pergunta que movimentou a <strong>Faria Lima</strong> foi simples: por que a Mapa Capital quis assumir <strong>85,5%</strong> de uma empresa que havia reportado <strong>R$ 555 milhões</strong> de prejuízo em um único trimestre? A resposta está na diferença entre o resultado <strong>operacional</strong> e o <strong>financeiro</strong>.</p>



<p>A Casas Bahia era operacionalmente viável, mas financeiramente quebrada. Enquanto os juros, despesa financeira líquida de <strong>R$ 1,1 bilhão</strong>, destruíam o lucro líquido, o “chão de loja” mostrava sinais de recuperação. Os números divulgados em <strong>maio de 2025</strong>, referentes ao <strong>1T25</strong>, reforçaram isso: o <strong>EBITDA ajustado</strong> avançou <strong>47,3%</strong> ano contra ano, totalizando <strong>R$ 570 milhões</strong>; a <strong>margem EBITDA ajustada</strong> subiu <strong>2,1 p.p.</strong>, para <strong>8,2%</strong> e a a <strong>margem bruta</strong> avançou <strong>0,2 p.p.</strong></p>



<p>A equipe liderada por <strong>Renato Franklin</strong> fazia o turnaround operacional, com fechamento de lojas deficitárias, melhora de precificação, corte de custos e ganho de rentabilidade. A virada acontecia na operação, mas morria na linha financeira.</p>



<p>A Mapa não comprou uma empresa quebrada, comprou uma operação em recuperação soterrada por um balanço destruído e destravou esse potencial ao converter dívida em equity.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A segunda vida</strong></h2>



<p>A “segunda vida” da Casas Bahia será bem diferente da primeira. O movimento da Mapa Capital é de longo prazo e a diluição dos acionistas antigos foi o preço pela sobrevivência.</p>



<p>O ícone do crediário brasileiro, símbolo do carnê da <strong>classe C</strong>, não pertence mais à família fundadora nem a investidores de varejo. Agora é um <em>distressed asset</em> clássico da <strong>Faria Lima</strong>, controlado por um fundo especializado em reestruturações profundas.</p>



<p>A nova gestão assume o board com um mandato de disciplina operacional, CAPEX contido e uso rigoroso do caixa para liquidar o restante da dívida. A aposta é que, com o balanço finalmente equacionado, a melhora do <strong>EBITDA</strong>, que já ocorria, se converta, enfim, em lucro.</p>
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		<title>De granja em granja, Ricardo Faria vira potência global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 00:36:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[Companhias em Alta]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta terça-feira, a Global Eggs, holding internacional controlada por Faria, anunciou a compra da granja espanhola Legaria, uma operação regional com 350 mil aves que será incorporada à estrutura da Hevo, adquirida no fim de 2024 por €120 milhões. O movimento, pequeno em volume, vem um dia depois da conclusão oficial da compra da americana [&#8230;]]]></description>
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<p>Nesta terça-feira, a <strong>Global</strong> <strong>Eggs</strong>, holding internacional controlada por <strong>Faria</strong>, anunciou a compra da granja espanhola <strong>Legaria</strong>, uma operação regional com <strong>350 mil aves</strong> que será incorporada à estrutura da <strong>Hevo</strong>, adquirida no fim de 2024 por <strong>€120 milhões.</strong></p>



<p>O movimento, pequeno em volume, vem um dia depois da conclusão oficial da compra da americana <strong>Hillandale</strong> <strong>Farms</strong> por <strong>US$1,1 bilhão</strong> e ajuda a montar o quebra-cabeça de uma tese que começa a se tornar visível no mapa global: somando a operação brasileira da <strong>Granja</strong> <strong>Faria</strong> com os ativos internacionais da holding <strong>Global Eggs</strong>, Ricardo opera <strong>mais de 35 milhões de galinhas poedeiras</strong> e sobe para o <strong>3º lugar no ranking mundial</strong> de maiores produtores de ovos, atrás apenas da Cal-Maine (EUA) e da mexicana PROAN.</p>



<p>O dado vem da <strong>WATT Global Media</strong>, que posicionava a Granja Faria na 11ª posição em 2024, com 16,2 milhões de aves. A aquisição da Hillandale (18,8 milhões de aves) muda completamente o cenário. A Mantiqueira, até então maior do Brasil, aparece em 10º lugar, com 16,5 milhões. Faria agora está em outro campeonato.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Um grupo com duas frentes, uma mesma lógica</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="705" height="470" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-7.png" alt="" class="wp-image-1291" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-7.png 705w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-7-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 705px) 100vw, 705px" /></figure>
</div>


<p>O que muita gente ainda não entendeu é que <strong>Granja Faria e Global Eggs são estruturas distintas</strong>. A Granja Faria segue como a operação nacional, verticalizada e dominante no mercado brasileiro. Já a Global Eggs é a holding internacional, com sede em Luxemburgo, governança separada, executivos próprios e um plano claro de consolidação nos mercados desenvolvidos.</p>



<p>Ambas são controladas por Ricardo Faria. Mas operam de forma autônoma.</p>



<p>Enquanto a Granja Faria segue com 25 unidades produtivas, exportações para 17 países e mais de <strong>R$1,8 bilhão de receita</strong>, a Global Eggs tem se expandido por aquisições. Primeiro na Espanha, com a Hevo. Depois nos EUA, com a Hillandale. Agora com a Legaria, também na Espanha. E outras negociações em curso.</p>



<p>A holding internacional recebeu, em 2024, um investimento de <strong>US$ 300 milhões do BTG Pactual</strong>, que ficou com 11% da empresa. A capitalização reforçou o plano: consolidar ativos familiares, integrar margens, operar localmente e criar uma rede global de produção — com distribuição própria e proteção cambial.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Uma tese de liderança, não de exportação</strong></h2>



<p>O diferencial da estratégia de Faria é que <strong>não se trata de exportar do Brasil para o mundo</strong>, mas sim <strong>produzir em cada mercado relevante com ativos locais sob controle</strong>. A Hillandale, por exemplo, dá à Global Eggs acesso direto ao consumidor americano, sem depender de barreiras alfandegárias, surtos sanitários ou gargalos logísticos. A operação espanhola faz o mesmo papel na Europa.</p>



<p>Com as aquisições já realizadas, a holding internacional projeta <strong>US$ 2,5 bilhões de faturamento em 2025</strong>. O número pode chegar a US$ 3 bilhões nos próximos anos, com o avanço da operação nos EUA e o plano de atingir <strong>30% do mercado espanhol até 2030</strong>.</p>



<p>Mais do que volume, o grupo foca em <strong>margem, controle e previsibilidade</strong>. No Brasil, a Granja Faria se tornou referência de verticalização: controla o fornecimento de ração (com a Insolo), converte esterco em adubo (com a Fertifar), padronizou a distribuição e incorporou genética, rastreabilidade e bem-estar animal à operação.</p>



<p>É esse modelo, financeiramente disciplinado e operacionalmente replicável, que agora começa a ser implementado nos ativos internacionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>A lógica por trás da Legaria</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="638" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-8-1024x638.png" alt="" class="wp-image-1293" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-8-1024x638.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-8-300x187.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-8-768x479.png 768w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-8-1536x958.png 1536w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-8.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A compra da Legaria, por si só, não altera os números do ranking global. São 350 mil aves, uma operação familiar e presença regional. Mas o movimento sinaliza algo maior: Faria não está comprando apenas grandes ativos. Está construindo capilaridade, inteligência de distribuição e lastro para escalar o crescimento dentro da Europa.</p>



<p>O mercado espanhol vive um momento raro: consumo per capita em baixa, setor fragmentado e escassez de novos operadores dispostos a consolidar. É exatamente o cenário que a Granja Faria enfrentava no Brasil em 2018 e que transformou em vantagem.</p>



<p>Faria já declarou que pretende repetir a fórmula. E tem fôlego para isso.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>IPO? Só com múltiplo pronto</strong></h2>



<p>O grupo tem estrutura e governança para um IPO. A Global Eggs já opera com sede fora do Brasil, executivos globais (o ex-CEO da Granja Faria, Denilson Dorigoni, assumiu como CEO global), auditoria estruturada e conselho formalizado.</p>



<p>Mas Faria suspendeu o plano e não por falta de ambição, a decisão é tática. Com os ativos ainda em integração e múltiplos de mercado deprimidos, o IPO não entregaria o valor que a operação pode alcançar com mais dois ou três anos de execução. A prioridade, por ora, é ganhar escala, capturar margem e mostrar resultado.</p>



<p>Se der certo, a listagem virá num outro patamar.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Um projeto de poder industrial</strong></h2>



<p>Enquanto outras companhias brasileiras do agronegócio operam em ciclos, exportam produtos primários e dependem de dólar, Faria está montando <strong>uma plataforma de proteína leve, com produção de alta frequência, marca própria e controle de margem</strong>.</p>



<p>O que está nascendo é uma companhia com cara de consumo essencial, estrutura de agroindústria e aspiração global. Um negócio que não depende de commodity, nem de China, nem de leilão público. Só de eficiência.</p>



<p>Com a Legaria, Faria reforça a presença na Europa. Com a Hillandale, crava posição nos EUA. Com a Granja Faria, mantém o centro de excelência no Brasil. E com os três ativos, monta <strong>a única companhia brasileira de proteína com operação própria nos três maiores mercados do mundo.</strong></p>



<p>É cedo para saber até onde isso vai.</p>



<p>Mas já está claro onde ele chegou.</p>
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		<title>A Nova Passada da 3G</title>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2025 21:50:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[Por que a 3G decidiu enfrentar Nike e Adidas no setor mais competitivo do consumo global? NOVA YORK &#8211; A 3G Capital voltou a puxar o talão de cheques depois de três anos sem um M&#38;A. Ontem, o fundo fechou acordo para comprar 100 % da americana Skechers por US$ 9,4 bilhões . A operação marca o retorno do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por que a 3G decidiu enfrentar Nike e Adidas no setor mais competitivo do consumo global</em>?</p>



<p><strong>NOVA YORK &#8211; </strong>A <strong>3G Capital</strong> voltou a puxar o talão de cheques depois de três anos sem um M&amp;A. Ontem, o fundo fechou acordo para comprar 100 % da americana <strong>Skechers</strong> por <strong>US$ 9,4 bilhões</strong> . A operação marca o <strong>retorno</strong> do trio a um velho instinto:<strong> comprar marcas com base fiel, redes globais</strong> e <strong>margem para crescer com eficiência</strong>, especialmente quando o mercado subestima o ativo. </p>



<p>A Skechers é a<strong> terceira maior </strong>empresa de calçados esportivos do planeta, com <strong>100 milhões de </strong>pares vendidos por ano, só está atrás de Nike e Adidas. A transação, aprovada por unanimidade pelo conselho da companhia, inclui uma oferta de <strong>US$63 por ação</strong> — um <strong>prêmio de 30%</strong> sobre o valor de tela — ou uma <strong>alternativa</strong> <strong>mista</strong> de <strong>US$57</strong> mais uma <strong>participação na nova empresa fechada</strong> que será criada para controlar o grupo.</p>



<p>O movimento <strong>causou alvoroço</strong> em Wall Street. As ações da americana dispararam mais de <strong>20% </strong>logo após o anúncio, refletindo tanto a <strong>surpresa</strong> do mercado quanto a <strong>expectativa</strong> de que os brasileiros aplicarão o mesmo <strong>playbook</strong> que consagrou o trio em outras operações: <strong>cortar custos,</strong> <strong>turbinar</strong> <strong>margem</strong>, <strong>acelerar distribuição global</strong> e, eventualmente, <strong>abrir capital com um valuation mais gordo.</strong></p>


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<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQFxYr9ieXv_2s-N7reUCGHNg-DE-_M5QCPOT_AD5qzPKovw/viewform"><img decoding="async" width="608" height="972" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-39.png" alt="" class="wp-image-1147" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-39.png 608w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-39-188x300.png 188w" sizes="(max-width: 608px) 100vw, 608px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O Jogo Começa com Roger Federer</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="835" height="503" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image.png" alt="" class="wp-image-1246" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image.png 835w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-300x181.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-768x463.png 768w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-240x145.png 240w" sizes="(max-width: 835px) 100vw, 835px" /></figure>



<p>A entrada da 3G no setor de calçados começou antes, de forma mais discreta, <strong>longe de Wall Street. </strong>Em 2018, <strong>Marc Lemann,</strong> filho de Jorge Paulo, morava na Suíça quando um dos fundadores da <strong>On Running </strong>colocou<strong> sua fatia à venda.</strong> A marca ainda era <strong>pequena</strong>, mas chamava atenção pelo <strong>design</strong>, <strong>tecnologia</strong> e potencial de crescimento fora do <strong>eixo Nike-Adidas.</strong></p>



<p>Marc trouxe o negócio para a <strong>Point Break,</strong> o veículo de investimentos da família, o anúncio foi feito sob um <strong>valuation modesto,</strong> estimado em algumas <strong>dezenas de milhões de dólares</strong>. Pouco depois, apresentou <strong>Roger</strong> <strong>Federer</strong> aos fundadores. O suíço virou <strong>sócio</strong>, <strong>embaixador</strong> e ajudou a desenhar uma linha própria, a<strong> Roger Pro.</strong> A On ganhou <strong>escala</strong> e <strong>prestígio</strong> e em 2021, <strong>abriu capital </strong>na Bolsa de Nova York avaliada em mais de<strong> US$ 9 bilhões.</strong></p>



<p>Hoje, os principais acionistas incluem <strong>Carlos Alberto Sicupira,</strong> com<strong> 6,9%</strong>, e<strong> Marc Lemann,</strong> com<strong> 6,2%. </strong>Juntos, os dois controlam uma fatia de quase <strong>US$2 bilhões,</strong> e têm <strong>assento</strong> <strong>no conselho </strong>da empresa — representados por <strong>Alex Perez,</strong> sócio de longa data do grupo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Skechers: Uma Porta para o Mass Market</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="570" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-1-1024x570.png" alt="" class="wp-image-1248" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-1-1024x570.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-1-300x167.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-1-768x427.png 768w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/05/image-1.png 1236w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Se a On representa tecnologia, design e um<strong> público de alta renda,</strong> a Skechers é a <strong>antítese</strong> complementar: vende mais de<strong> 100 milhões</strong> de pares por ano, com foco em <strong>preço</strong> <strong>acessível</strong>, grande escala e <strong>forte presença no varejo físico </strong>dos Estados Unidos.</p>



<p>Fundada em <strong>1992</strong> por <strong>Robert</strong> <strong>Greenberg</strong>, a Skechers construiu seu negócio na base do volume. Patrocinou atletas, investiu pesado em marketing de TV e <strong>soube ocupar o espaço </strong>entre a Nike e os genéricos. Com presença global e <strong>fábricas</strong> na <strong>China</strong> e no <strong>Vietnã</strong>, virou a terceira maior fabricante de calçados do mundo, com receita de <strong>US$8 bilhões</strong> em 2024 e margem bruta de <strong>49%.</strong></p>



<p>O principal trunfo: uma rede de distribuição consolidada, com mais de<strong> 5.300 lojas</strong> e <strong>penetração</strong> <strong>massiva</strong> nos EUA. Mas o que parece vantagem virou vulnerabilidade. A <strong>dependência da Ásia</strong> e a <strong>guerra tarifária</strong> com a China impuseram desafios à <strong>margem</strong>, à <strong>previsibilidade</strong> de custos e à <strong>confiança</strong> dos investidores.</p>



<p>O próprio CEO da empresa, <strong>Michael</strong> <strong>Greenberg</strong>, filho do fundador, retirou o guidance de lucros em abril de 2025, citando<strong> “ameaças existenciais”</strong> provocadas pelas tarifas americanas. Internamente, a Skechers já havia alertado que o <strong>custo dos produtos poderia dobrar, </strong>colocando pressão no ticket médio. Foi nesse contexto que a 3G viu oportunidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O Valor Está no Timing</strong></h2>



<p>A compra da Skechers ocorre no exato momento em que o mercado <strong>penalizava</strong> a empresa por <strong>motivos</strong> <strong>externos</strong>, e não por <strong>deterioração</strong> <strong>operacional</strong>. Mesmo com os desafios, a companhia havia registrado vendas recordes no primeiro trimestre de 2025, <strong>superando Nike e Adidas </strong>em volume em alguns mercados. O valuation, porém, havia caído para pouco mais de <strong>US$ 7 bilhões,</strong> patamar considerado <strong>“barato”</strong> para uma marca com mais de<strong> US$ 600 milhões </strong>de lucro líquido anual.</p>



<p>Ao privatizar a companhia, a 3G<strong> elimina a pressão trimestral</strong> de resultados, <strong>ganha liberdade</strong> para reestruturar a operação e pode usar sua <strong>expertise em arbitragem de eficiência</strong> para destravar valor. Internamente, o fundo projeta cortar entre <strong>10% e 15% </strong>dos custos operacionais nos primeiros dois anos, com foco em logística, gestão de estoques e renegociação de contratos.</p>



<p>O upside está claro: se a margem EBITDA da Skechers, hoje em torno de <strong>12%, </strong>subir para o patamar de <strong>17% </strong>— como em outras investidas da 3G — a geração de caixa anual pode ultrapassar <strong>US$1,2 bilhão, </strong>abrindo caminho para um re-IPO em 2028, possivelmente com valuation entre <strong>US$ 15 e US$ 18 bilhões</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Riscos e Incertezas</strong></h2>



<p>Apesar do entusiasmo do mercado, a operação carrega riscos. O maior deles é geopolítico: cerca de 60% dos produtos da Skechers são fabricados na Ásia, principalmente China e Vietnã. Qualquer agravamento nas tensões entre EUA e China pode impactar diretamente os custos, logística e margens da companhia.</p>



<p>Além disso, o modelo tradicional da Skechers — calcado em lojas físicas e volume de pares — vai na contramão das tendências de consumo digital. A empresa investe pouco em canais diretos e depende de grandes varejistas, o que limita o controle de pricing e fidelização de clientes. Corrigir isso exigirá investimento, tecnologia e uma guinada cultural — tarefa que a 3G nem sempre enfrentou bem em empresas que exigiam inovação constante.</p>



<p>Por fim, há o desafio da sucessão. Robert Greenberg e seu filho Michael continuarão na gestão no curto prazo, mas a 3G tende a trazer executivos próprios nos próximos trimestres. A integração cultural entre uma empresa familiar americana e um fundo de controle brasileiro não será trivial.</p>
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		<title>BTG, JGP e o fim da era romântica dos family offices</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 20:52:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[Companhias em Alta]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento de Mercado]]></category>
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					<description><![CDATA[A venda da área de wealth management da JGP ao BTG Pactual, anunciada nesta segunda-feira (14), não é apenas mais uma aquisição no setor de gestão de fortunas. É, sobretudo, o retrato de um mercado que abandonou a estética da exclusividade artesanal para abraçar a lógica da escala industrial. O valor da transação não foi [&#8230;]]]></description>
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<p>A venda da área de<strong> wealth management da JGP </strong>ao <strong>BTG Pactual,</strong> anunciada nesta segunda-feira (14), não é apenas mais uma aquisição no setor de gestão de fortunas. É, sobretudo, o retrato de<strong> um mercado que abandonou a estética da exclusividade artesanal para abraçar a lógica da escala industrial.</strong></p>



<p>O valor da transação não foi revelado, mas, com base no múltiplo usado na <strong>compra da operação brasileira do Julius Baer</strong> — &nbsp;cerca de <strong>1% sobre os ativos sob gestão</strong> —, estima-se que a aquisição possa ter girado em torno de <strong>R$180 milhões. </strong>A negociação vinha sendo conduzida há cerca de <strong>quatro meses, </strong>sem processo competitivo, <strong>o acordo foi direto entre os sócios </strong>da JGP e os executivos do BTG.</p>



<p>A movimentação também reforça o posicionamento do BTG como o <strong>principal consolidador do segmento de multifamily office (MFO) </strong>no país. Em janeiro, o banco já havia fechado a compra da operação do <strong>Julius Baer, </strong>adicionando <strong>R$61 bilhões em ativos. </strong>Agora, com os <strong>R$18 bilhões </strong>da JGP, a área de private banking e MFO do banco supera os<strong> R$120 bilhões</strong>, um salto de <strong>mais de 50%</strong> desde o início do ano. Considerando toda a operação de wealth (incluindo BTG Digital, fundos e distribuição), o banco chega a marca de <strong>R$900 bilhões.</strong></p>



<p>A transação com a JGP é menor em volume, mas carrega um <strong>peso simbólico </strong>importante. Trata-se de uma das <strong>últimas operações relevante de wealth management independente no país.</strong> E, mais do que os ativos, o BTG leva os clientes, os <strong>executivos</strong> e o prestígio do nome de<strong> Jakurski, </strong>que por sua vez, vai assumir a <strong>presidência do comitê de investimentos do family office do BTG.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQFxYr9ieXv_2s-N7reUCGHNg-DE-_M5QCPOT_AD5qzPKovw/viewform?usp=sharing"><img loading="lazy" decoding="async" width="608" height="972" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-38.png" alt="" class="wp-image-963" style="width:426px;height:auto" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-38.png 608w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-38-188x300.png 188w" sizes="(max-width: 608px) 100vw, 608px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O fim da independência</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="984" height="654" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-26.png" alt="" class="wp-image-1098" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-26.png 984w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-26-300x199.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-26-768x510.png 768w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption">André Jakurski</figcaption></figure>



<p>Fundada por <strong>André</strong> <strong>Jakurski</strong>, a JGP sempre foi referência no mercado brasileiro pela <strong>gestão</strong> <strong>sofisticada</strong>, atendimento personalizado e atuação técnica. Qualidades que definiram, por anos, o <strong>ideal do family office nacional. </strong>Mas esse ideal começou a se alterar diante da nova realidade do setor.</p>



<p>Nos últimos anos, <strong>mudanças</strong> <strong>regulatórias</strong> profundas alteraram a lógica do mercado de wealth management. O fim do diferimento fiscal em fundos exclusivos, a internacionalização das carteiras, <strong>a </strong>diversificação via previdência privada e ativos isentos criaram um ambiente que exige estrutura. <strong>Custos com compliance, governança fiduciária, integração de múltiplas custódias e times jurídicos pressionaram as margens e tornaram o modelo boutique insustentável para grande parte dos players independentes.</strong></p>



<p>Foi nesse contexto que a JGP optou por se unir ao BTG. A empresa de Jakurski manterá a gestora tradicional, com cerca de <strong>R$27 bilhões em ativos distribuídos entre fundos multimercado, ações, crédito e real estate.</strong> Apesar do peso do wealth no AUM total, a <strong>margem desse segmento é muito menor </strong>do que nos fundos e, nesse sentido, o desinvestimento pode ser visto como uma escolha pragmática.</p>



<p>Jakurski <strong>continuará à frente da gestora, </strong>mas também <strong>assumirá o papel de chairman</strong> do comitê de investimentos da área de family office do BTG. Segundo ele, a decisão foi motivada por um “dever fiduciário com os clientes que acompanha desde 2007” e pela percepção de que <strong>a estrutura do banco</strong> permitiria acesso a <strong>soluções</strong> e <strong>produtos</strong> que uma casa independente não conseguiria mais oferecer.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Consolidação sem volta</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="984" height="439" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-27.png" alt="" class="wp-image-1099" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-27.png 984w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-27-300x134.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-27-768x343.png 768w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption">Rogério Pessoa</figcaption></figure>



<p>Essa transformação no mercado favorece quem já tem musculatura. Em entrevista ao <em>Brazil Journal</em>, <strong>Rogério Pessoa, </strong>sócio responsável pela área de wealth do BTG disse, <strong>“Nos últimos anos, houve uma proliferação de&nbsp;<em>family offices</em>, mas para você ter um&nbsp;<em>family office</em>&nbsp;que faça sentido você precisa ter advogados, gestores, e sistemas para integrar múltiplas custódias. Tudo isso custa dinheiro, então você precisa ter escala para fechar a conta”</strong>.</p>



<p>Em menos de um ano, o banco comprou três grandes estruturas no setor: o <strong>Julius Baer</strong> no Brasil por <strong>R$615 milhões,</strong> com <strong>R$61 bi em ativos,</strong> a <strong>Greytown</strong> <strong>Advisors</strong> em Miami com <strong>US$1 bi </strong>sob gestão e agora a JGP Wealth (R$ 18 bi). Só a área de family office e private banking do banco já acumula mais de R$ 120 bilhões.</p>



<p>É uma estratégia declarada. <strong>&#8220;A gente já tem toda essa infraestrutura, então somos um candidato natural para a consolidação”,</strong> disse Rogério. Ele tem razão. Os custos de operação aumentaram. A integração de múltiplas custódias, o atendimento jurídico, a curadoria de produtos globais, tudo isso exige escala. E escala exige capital, governança, tecnologia e fôlego.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Quem veio antes (e quem vem depois)</strong></h2>



<p><strong>A JGP não é um ponto fora da curva. Várias boutiques já seguiram o mesmo caminho.</strong></p>



<p>A <strong>Turim</strong>, maior multifamily office independente do país, comprou a <strong>Vita Investimentos </strong>(R$ 3,5 bi) e a área de wealth da <strong>One Partners. </strong>A <strong>XP</strong> também não ficou parada, reforçou sua vertical de private banking, consolidou estruturas regionais e tem expandido sua atuação offshore. O <strong>Itaú</strong> reforçou o Itaú Private Bank com a integração de hubs globais. A própria <strong>Genial</strong>, com menos barulho, também tem buscado movimentos semelhantes.</p>



<p>Até mesmo gestoras de menor porte, como a <strong>Perfin</strong> e a <strong>Neo</strong>, já começaram a discutir modelos híbridos com plataformas maiores — buscando manter o<strong> “DNA de boutique”</strong> sem abrir mão da retaguarda que o novo ambiente regulatório exige.</p>



<p>Antes, a equação era simples: fundos exclusivos permitiam uma estrutura tributária eficiente e barata. <strong>O cliente com R$ 30 milhões montava seu fundo, escolhia gestor, alocava e via o dinheiro render, com baixo overhead.</strong> Hoje, isso mudou. Os fundos exclusivos perderam a vantagem. As carteiras agora precisam lidar com <strong>previdência</strong>, <strong>ativos</strong> <strong>isentos</strong>, <strong>offshore</strong>, <strong>governança</strong> <strong>familiar</strong>, <strong>estruturas</strong> <strong>fiduciárias</strong>, <strong>trusts</strong> <strong>e</strong> <strong>riscos</strong> <strong>jurídicos</strong> <strong>globais</strong>.</p>



<p>A arquitetura ficou sofisticada demais para uma boutique manter com 10 ou 20 pessoas.</p>



<p>O BTG, que já tinha tudo isso dentro de casa, virou o<strong> porto natural </strong>para essas operações. E, mais importante, virou a <strong>escolha aceitável. </strong>Porque, ao contrário dos bancos de varejo, o BTG preservou uma cultura de alta performance, discrição e, em muitos casos, parceria societária. <strong>É um banco que sabe como se comportar como uma gestora.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O que vem agora</strong></h2>



<p>O BTG, ao que tudo indica, não pretende parar. Segundo Pessoa ao, o banco já conversa com estruturas nos EUA e na Europa, com foco em<strong> atender latinos.</strong> A ideia é ser o <strong>global advisor da elite brasileira, </strong>com soluções locais e internacionais integradas.</p>



<p>A palavra da vez é <strong>escala</strong> e o BTG entendeu isso antes de todo mundo. Aquelas <strong>estruturas enxutas, </strong>montadas para preservar autonomia, discrição e governança própria. A nova fase exige outra musculatura:<strong> jurídica, tecnológica, fiscal e regulatória.</strong></p>



<p>Ao mesmo tempo, escancara uma mudança estrutural no setor: <strong>as boutiques de wealth, que até poucos anos atrás eram vistas como refúgios de independência, agora buscam abrigo em plataformas maiores</strong>, que ofereçam tecnologia, acesso global e fôlego regulatório.</p>



<p>Para o BTG, é mais uma<strong> peça no quebra-cabeça de dominação do mercado de fortunas. </strong>Para a JGP, é uma<strong> saída elegante,</strong> que preserva a cultura da casa e a relação com os clientes. Para o mercado, é mais um sinal de que o tempo do atendimento artesanal está chegando ao fim.</p>



<p><strong>Jakurski, que ajudou a fundar o próprio Pactual lá atrás, </strong>agora<strong> </strong>volta à casa que ajudou a construir. E fecha, com lucidez e pragmatismo, um dos<strong> últimos capítulos</strong> da era romântica dos family offices no Brasil.</p>
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		<title>Granja Faria Compra a Americana Hillandale por US$1,1 bilhão e Dobra sua Produção Global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 05:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[Companhias em Alta]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento de Mercado]]></category>
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					<description><![CDATA[Em menos de dois meses, o mercado global de ovos viveu dois dos maiores movimentos de consolidação de sua história. Em fevereiro, a JBS anunciou a compra de 50% da Mantiqueira Alimentos, maior produtora de ovos do Brasil, por R$950 milhões. Agora, foi a vez da Granja Faria se movimentar, o grupo brasileiro comandado por [&#8230;]]]></description>
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<p>Em menos de dois meses, o mercado global de <strong>ovos</strong> viveu dois dos maiores movimentos de consolidação de sua história. Em fevereiro, a <a href="https://bastidoresdopoder.com/jbs-compra-de-50-da-mantiqueira-alimentos/"><strong>JBS</strong> anunciou a compra de<strong> 50% da Mantiqueira Alimentos, </strong>maior produtora de ovos do Brasil, por <strong>R$950 milhões.</strong></a> Agora, foi a vez da Granja Faria se movimentar, o grupo brasileiro comandado por <strong>Ricardo Faria</strong>, atravessa fronteiras com sua holding, a <strong>Global Eggs </strong>e acaba de comprar a gigante americana <strong>Hillandale Farms</strong>, por <strong>US$1,1 bilhão</strong>. A transação <strong>dobra</strong> <strong>o tamanho da companhia</strong> e marca a entrada do “Rei do Ovo” em um dos <strong>maiores</strong> mercados consumidores do mundo.</p>



<p>O negócio, que foi revelado por Faria ao <strong><em>Financial Times</em></strong><strong>, </strong>marca um novo capítulo na expansão internacional do empresário brasileiro que começou com uma lavanderia industrial e hoje controla <strong>10% do mercado nacional de ovos</strong>, com uma produção anual de <strong>5 bilhões de unidades</strong>.</p>



<p>A operação foi conduzida pela Global Eggs — <strong>braço internacional da Granja Faria </strong>— e contará com um investimento do <strong>BTG Pactual</strong>, que aportará <strong>US$300 milhões</strong> em troca de uma participação de <strong>11%</strong> na holding global.</p>



<p>O acordo foi fechado com a família <strong>Bethel</strong>, fundadora da Hillandale, mas <strong>ainda</strong> <strong>depende de aprovação regulatória. </strong>O movimento ocorre em um momento de alta na demanda por ovos e de pressão sobre a oferta nos Estados Unidos, causada principalmente por surtos recorrentes de <strong>gripe aviária</strong>, que forçaram o abate de milhões de aves.&nbsp;</p>



<p>A Hillandale, com sede na Pensilvânia, é uma das maiores produtoras de ovos dos EUA e será a peça-chave para acelerar a expansão da Global Eggs nos <strong>mercados</strong> <strong>desenvolvidos</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Ricardo Faria</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="634" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-33.png" alt="" class="wp-image-938" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-33.png 950w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-33-300x200.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-33-768x513.png 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" /></figure>
</div>


<p>A história de Ricardo Faria começou longe do agronegócio. Em 1997, fundou a <strong>Lavebras</strong>, uma pequena confecção de uniformes industriais. Dois anos depois, criou um modelo inovador ao oferecer aluguel e lavagem de uniformes para frigoríficos. A solução trouxe <strong>receita recorrente</strong>, fidelizou clientes e multiplicou suas <strong>margens de lucro em dez vezes</strong>.</p>



<p>O negócio prosperou e em 2013, Edson Bueno, fundador da Amil, comprou 30% da Lavebras por cerca de R$120 milhões. Com esse capital, Faria acelerou, fez <strong>30 aquisições em 36 meses</strong>, elevou o faturamento para <strong>R$500 milhões</strong> e vendeu a empresa em 2017 ao grupo francês <strong>Elis</strong>, por <strong>R$1,3 bilhão</strong>.</p>



<p>Enquanto ainda tocava a Lavebras, Faria fundou, em <strong>2006,</strong> a<strong> Granja Faria,</strong> focada na produção de <strong>ovos férteis.</strong> A expansão veio rápido, em 2008 fechou um contrato com a <strong>BRF</strong> para fornecimento de ovos a grandes frigoríficos e, em 2012, firmou uma parceria para frango de corte com a <strong>Tyson</strong>, que mais tarde foi adquirida pelo grupo<strong> JBS.</strong></p>



<p>Após a venda da <strong>Lavebras</strong> e <strong>capitalizado</strong>, Ricardo voltou 100% da sua atenção para o mercado de ovos. Entre <strong>2019 e 2024</strong>, o grupo realizou <strong>15 aquisições</strong>, incluindo nomes como a <strong>Lana Alimentos</strong>, a <strong>Katayama Alimentos,</strong> líder de mercado no estado de São Paulo​, a <strong>BL Ovos, </strong>então <strong>quinta</strong> maior produtora de ovos comerciais do Brasil, com um plantel de <strong>3 milhões de galinhas</strong> e produção de <strong>2 milhões de ovos por dia​</strong>, e a <strong>Vitagema</strong>. O investimento total somou mais de <strong>R$1,5 bilhão</strong>. Em paralelo, diversificou o portfólio com a marca <strong>Ares do Campo</strong>, focada em ovos caipiras e premium — uma resposta ao consumidor de maior renda e à demanda por bem-estar animal.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="661" height="715" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-34.png" alt="" class="wp-image-939" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-34.png 661w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-34-277x300.png 277w" sizes="(max-width: 661px) 100vw, 661px" /></figure>
</div>


<p>Em novembro de 2024, por meio da holding Global Eggs, a empresa deu<strong> seu primeiro passo internacional</strong> ao comprar o<strong> Grupo Hevo,</strong> um dos maiores produtores de ovos da <strong>Espanha</strong>, por <strong>€120 milhões.</strong></p>



<p>A estrutura cresceu e hoje conta com <strong>25 unidades produtivas no Brasil</strong>, exportações para <strong>17 países</strong>, uma produção diária de <strong>16 milhões de ovos</strong> e cerca de <strong>10% do mercado nacional</strong>, sendo a segunda maior do Brasil, atrás apenas da Mantiqueira. A receita anual atingiu <strong>R$1,8 bilhão</strong>, com <strong>lucro de R$200 milhões</strong> em 2023 e exportações de <strong>R$132 milhões</strong> no mesmo ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma holding verticalizada e integrada</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="984" height="557" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-35.png" alt="" class="wp-image-940" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-35.png 984w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-35-300x170.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-35-768x435.png 768w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /></figure>
</div>


<p>Um dos diferenciais do império construído por Faria é o grau de verticalização. A Granja Faria atua em toda a cadeia: do<strong> ovo</strong> à <strong>ração</strong>, passando por <strong>logística</strong> <strong>própria</strong>, <strong>controle</strong> <strong>sanitário</strong>, <strong>genética</strong> e <strong>sustentabilidade</strong>.</p>



<p>Em 2021, o empresário comprou a <strong>Insolo</strong>, por <strong>R$1,8 bilhão</strong>. Com <strong>180 mil hectares plantados</strong> e faturamento de <strong>R$1 bilhão,</strong> a empresa é a quinta maior produtora de grãos do Brasil, cultivando <strong>soja</strong>, <strong>milho</strong> e <strong>sorgo</strong>. A ideia da aquisição era <strong>garantir o fornecimento</strong> <strong>de insumos</strong> e reduzir a exposição a <strong>choques</strong> e <strong>variações</strong> <strong>de preços</strong>. Cerca de<strong> 70% dos custos na avicultura vem da ração, </strong>então ter produção própria equilibra custos do ponto de vista do acionista.​</p>



<p>Ricardo também fundou a <strong>Fertifar</strong>, que transforma o esterco das galinhas em <strong>100 mil toneladas anuais de adubo orgânico</strong>, utilizado nas próprias lavouras da Insolo. Ou seja, <strong>os grãos cultivados pela Insolo alimentam as galinhas; as galinhas produzem ovos e esterco; e o esterco volta como fertilizante para as lavouras. </strong>Com esses investimentos, o grupo se tornou bastante autossuficiente em insumos críticos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Por que a Hillandale importa?</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-36.png" alt="" class="wp-image-941" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-36.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-36-300x200.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-36-768x512.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p>Fundada em <strong>1958</strong>, a Hillandale Farms é a <strong>quarta maior produtora de ovos dos Estados Unidos</strong>, conta com cerca de <strong>18,8 milhões de galinhas</strong> poedeiras e uma <strong>presença</strong> <strong>relevante</strong> no varejo e atacado, em redes de supermercados e no fornecimento institucional. Sua incorporação <strong>dobra a escala da Global Eggs</strong> e, mais importante, abre acesso direto ao mercado americano de ovos <strong>in natura</strong>, um segmento historicamente fechado para produtos estrangeiros.</p>



<p>Até janeiro de 2025, a entrada de <strong>ovos</strong> <strong>brasileiros</strong> nos EUA era <strong>restrita</strong> a usos <strong>industriais</strong> e à <strong>produção de ração,</strong> devido a exigências sanitárias rigorosas. O consumo direto seguia, na prática, <strong>inacessível</strong> a exportadores estrangeiros. A Hillandale contorna essa barreira com sua <strong>estrutura regulatória já estabelecida, </strong>rede de distribuição consolidada e marcas <strong>conhecidas</strong> do público americano.</p>



<p>A compra ocorre em um momento de <strong>vulnerabilidade</strong> da indústria local. Surtos recorrentes de <strong>gripe</strong> <strong>aviária</strong> comprometeram a oferta nos últimos meses, <strong>elevaram</strong> <strong>os preços </strong>e criaram um <strong>vácuo</strong> no abastecimento de grandes redes. Embora as exportações brasileiras tenham <strong>crescido</strong> <strong>93%</strong> em fevereiro, segundo dados da ABPA, a maior parte desse volume<strong> ainda não chega às prateleiras.</strong></p>



<p>A Granja Faria entra por <strong>dentro</strong> do sistema, com produção local, escala e acesso direto ao consumidor. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências de <strong>rastreabilidade</strong>,<strong> bem-estar animal</strong> e <strong>estabilidade</strong> <strong>no fornecimento,</strong> a operação da Hillandale oferece boa base para criar presença em um dos mercados mais estratégicos do mundo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>A lógica da por trás da internacionalização</strong></h2>



<p>Em entrevista ao <strong>Financial</strong> <strong>Times</strong>, Ricardo Faria resumiu a lógica do negócio:<strong> “Os americanos adoram ovos. É um mercado com alto consumo. E os ovos deixaram de ser um alimento de baixa renda para se tornarem um símbolo de saúde.”</strong></p>



<p>O empresário tem razão, estudos de mercado mostram que o<strong> consumo per capita </strong>de ovos nos EUA ultrapassou <strong>280 unidades por ano</strong> — número alto mesmo para padrões globais, no Brasil esse número é de <strong>260 unidades.</strong> A busca por dietas com <strong>mais proteína </strong>e menos carboidrato, aliada à queda no consumo de carne vermelha, impulsionou a demanda e tornou o ovo um protagonista nas dietas.</p>



<p>Nesse contexto, a estratégia de Ricardo Faria é usar a <strong>força</strong> <strong>produtiva</strong> construída no <strong>Brasil</strong> e na <strong>Europa</strong> para criar uma<strong> rede de abastecimento integrada, </strong>com presença local nos <strong>maiores</strong> <strong>mercados</strong>, <strong>marcas</strong> <strong>fortes</strong>, <strong>acesso direto ao varejo</strong> e controle de custo em<strong> escala global.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O próximo passo: Wall Street</strong></h2>



<p>A estrutura da Global Eggs — com sede no <strong>exterior</strong> e <strong>governança internacionalizada </strong>— também sinaliza a ambição de um <strong>IPO</strong> em <strong>Nova York</strong>, que deve ocorrer nos <strong>próximos</strong> <strong>anos</strong>, segundo o próprio Faria. A entrada do BTG como sócio minoritário<strong> reforça esse plano</strong>, trazendo uma <strong>âncora</strong> <strong>financeira</strong> e <strong>institucional</strong> importante para os mercados globais.</p>



<p>O setor ainda é altamente <strong>pulverizado</strong>, com milhares de pequenos produtores em cada país. A visão de Faria é replicar, com ovos, o que a <strong>JBS</strong> fez com a carne, <strong>consolidar, padronizar, escalar</strong> e <strong>liderar</strong>. O investimento do <strong>BTG Pactual</strong>, com 11% da nova holding, reforça essa ambição. E indica que o mercado já <strong>começou a precificar </strong>a internacionalização como realidade — não como promessa.</p>



<p>Segundo estimativas recentes, o conglomerado de empresas controlado por Faria já ultrapassa os <strong>R$17 bilhões em valor</strong>.</p>
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		<title>Fundo Soberano de Singapura (GIC) Compra 12,5% da Cimed por R$1 Bilhão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 15:50:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento de Mercado]]></category>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO — Em uma transação que surpreendeu o mercado farmacêutico brasileiro, a Cimed anunciou na segunda-feira (17) a venda de uma participação minoritária de 12,5% ao fundo soberano de Singapura, GIC, por R$1 bilhão. A operação avalia a empresa em R$8 bilhões e de acordo com João Adibe este foi “o maior cheque” de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>SÃO</strong> <strong>PAULO</strong> — Em uma transação que <strong>surpreendeu</strong> o <strong>mercado</strong> <strong>farmacêutico</strong> brasileiro, a <strong>Cimed</strong> anunciou na segunda-feira (17) a <strong>venda</strong> <strong>de uma participação minoritária de 12,5% ao fundo soberano de Singapura, GIC, por R$1 bilhão. </strong>A operação avalia a empresa em <strong>R$8 bilhões </strong>e de acordo com João Adibe este foi <strong>“o maior cheque”</strong> de investimento privado no setor de saúde brasileiro na última década​</p>



<p>Com essa injeção de capital, a Cimed planeja acelerar sua expansão e <strong>triplicar o faturamento</strong> nos próximos <strong>cinco</strong> <strong>anos</strong>, passando dos <strong>R$3,6 bilhões</strong> registrados em <strong>2024</strong> para <strong>R$10 bilhões</strong> até <strong>2030</strong>. O investimento reforça a confiança do mercado na farmacêutica, que vem consolidando sua presença no setor de <strong>genéricos</strong> e <strong>medicamentos isentos de prescrição (OTC)</strong>, ao mesmo tempo em que busca <strong>novas</strong> <strong>oportunidades</strong> de inovação e tecnologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>A Transação</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="520" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-16.png" alt="" class="wp-image-811" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-16.png 800w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-16-300x195.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-16-768x499.png 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>
</div>


<p>Fundada em 1977 por João Adibe Marques, a Cimed começou como um laboratório regional em Minas Gerais e, ao longo das décadas, se transformou em uma gigante do setor. Sob a gestão da segunda geração, liderada por João Adibe Marques Filho, a empresa adotou uma estratégia agressiva de crescimento focada em produtos populares, alta eficiência operacional e uma rede de distribuição própria que a tornou competitiva frente a grandes multinacionais. Seu portfólio inclui marcas como Cimed Genéricos, Lavitan, Carmed, Cimegripe e Xô Inseto, categorias que se beneficiam do crescimento do varejo farmacêutico no Brasil.</p>



<p>A venda da participação ao GIC vai além de uma simples injeção financeira. A transação reflete uma estratégia clara da empresa para acelerar investimentos em infraestrutura produtiva, inovação e expansão de mercado. Segundo João Adibe Filho, CEO da companhia, o recurso será aplicado principalmente em uma nova fábrica em Minas Gerais, prevista para dobrar a capacidade produtiva atual, ampliando significativamente o alcance da Cimed no mercado interno e abrindo espaço para exportações.</p>



<p>&#8220;Estamos orgulhosos em ter ao nosso lado um parceiro estratégico com conexão global como o GIC para acelerar a nossa jornada de crescimento. Esse movimento é um marco nos 48 anos da nossa história.&#8221;, afirmou Adibe em comunicado oficial. A nova fábrica, que receberá investimentos de aproximadamente R$600 milhões, deverá entrar em operação até 2027 e terá capacidade de produção anual superior a 400 milhões de unidades de medicamentos.</p>



<p>Com a nova sociedade, o GIC terá direito a um assento como observador no conselho da Cimed, ajudando na governança e contribuindo para futuras decisões estratégicas. Esse tipo de parceria é comum quando um investidor de grande porte entra em um mercado emergente, trazendo não apenas dinheiro, mas expertise em gestão e expansão.</p>



<p>O GIC, foi criado em 1981, é um dos três entes que gerenciam as reservas de Singapura, ao lado da Autoridade Monetária de Singapura (MAS) e da Temasek Holdings. Com presença em mais de 40 países, o GIC investe globalmente em diversos setores, incluindo saúde, imobiliário e tecnologia e conta com ativos sob gestão estimados em US$770 bilhões.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O significado para o mercado farmacêutico</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="515" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-17-1024x515.png" alt="" class="wp-image-812" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-17-1024x515.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-17-300x151.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-17-768x386.png 768w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-17-1536x773.png 1536w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-17.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fábrica da Cimed em Pouso Alegre</figcaption></figure>
</div>


<p>O setor farmacêutico brasileiro vem apresentando uma evolução significativa nos últimos anos. O aumento da expectativa de vida da população, o maior acesso da classe média a medicamentos e a expansão da venda de genéricos impulsionaram o faturamento das grandes redes e laboratórios. Em 2024, o mercado de medicamentos movimentou cerca de R$130 bilhões, com perspectiva de crescimento contínuo.</p>



<p>Dentro desse cenário, a Cimed se destacou ao adotar um modelo verticalizado de produção e distribuição. A empresa opera uma das maiores fábricas do país, localizada em Pouso Alegre (MG), possui um centro de distribuição capaz de abastecer mais de 80 mil pontos de venda em todo o Brasil,&nbsp; além disso, empresa também <strong>internalizou etapas</strong> que, em outras farmacêuticas, costumam ser terceirizadas – por exemplo, possui fábrica de embalagens própria e até sua <strong>própria transportadora</strong>​.</p>



<p>A aposta do GIC se baseia justamente nessa estrutura consolidada e na capacidade da empresa de ampliar sua presença. Nos últimos anos, a Cimed expandiu suas linhas de produtos, investiu em marketing agressivo e consolidou parcerias estratégicas com grandes redes de farmácias.</p>



<p>Agora, com um sócio global e um novo impulso financeiro, o objetivo é acelerar esse processo. A meta de atingir R$10 bilhões de faturamento até 2030 envolve investimentos em novas tecnologias, ampliação da capacidade produtiva e possíveis aquisições de concorrentes menores.</p>



<p>A entrada do GIC também sinaliza uma tendência de maior internacionalização e profissionalização do setor. Fundos globais, antes mais restritos a segmentos premium ou altamente tecnológicos, começam a reconhecer valor em operações focadas no consumo popular, especialmente em economias emergentes com potencial de crescimento robusto, como o Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O Que Muda para a Cimed?</strong></h2>



<p>A entrada do GIC deve trazer algumas transformações importantes na gestão e nas operações da Cimed. Embora a empresa continue sob o comando de João Adibe Marques, a participação de um investidor global pode fortalecer práticas de governança corporativa e abrir portas para novas oportunidades de financiamento.</p>



<p>Um dos focos centrais da empresa será o investimento em inovação e tecnologia, especialmente na automação da produção e na ampliação da linha de produtos de alto valor agregado. Além disso, o setor farmacêutico tem passado por uma onda de fusões e aquisições, e a nova estrutura de capital pode permitir à Cimed uma participação mais ativa nesse movimento.</p>



<p>Outro fator estratégico é a internacionalização da marca. Até hoje, a Cimed manteve suas operações concentradas no Brasil, mas a presença de um investidor global pode facilitar a entrada em novos mercados da América Latina. O GIC tem histórico de apoio a empresas que buscam expansão internacional e pode contribuir para uma estratégia mais ambiciosa nesse sentido.</p>



<p>No curto prazo, a empresa já indicou que parte do novo capital será direcionado para expansão fabril e novos lançamentos de produtos, fortalecendo sua posição competitiva dentro do mercado nacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Os Desafios pela Frente</strong></h2>



<p>Embora a parceria traga grandes oportunidades, a Cimed enfrenta desafios relevantes. O mercado farmacêutico brasileiro é extremamente competitivo, dominado por gigantes como EMS, Hypera Pharma e Eurofarma. Essas empresas possuem forte presença no setor de genéricos e uma estrutura de distribuição igualmente robusta.</p>



<p>Além disso, o cenário econômico brasileiro ainda é incerto, e o setor farmacêutico não está imune às oscilações da economia. O aumento dos custos de insumos, a volatilidade cambial e as pressões regulatórias são fatores que podem afetar a lucratividade da empresa no longo prazo.</p>



<p>A questão da concorrência com medicamentos similares e marcas próprias de grandes redes também merece atenção. As farmácias estão cada vez mais investindo em linhas próprias de produtos, reduzindo a dependência de fabricantes tradicionais e pressionando os preços.</p>



<p>Outro desafio envolve a integração com o novo sócio. Apesar de ser um investidor passivo, o GIC pode influenciar mudanças estratégicas dentro da companhia. A adaptação da Cimed a um modelo de governança mais alinhado com padrões globais pode exigir ajustes na sua cultura empresarial.</p>



<p>A venda de 12,5% da Cimed para o fundo soberano de Singapura marca um ponto de virada não apenas para a empresa, mas também para o mercado farmacêutico brasileiro como um todo. A transação evidencia o potencial dos medicamentos genéricos e OTC como motores de crescimento econômico no país e ressalta a atratividade do setor para investidores internacionais.</p>



<p>Com capital renovado e uma estratégia clara, a Cimed está posicionada para se tornar uma das grandes protagonistas no cenário farmacêutico da América Latina nos próximos anos. Se conseguir navegar com sucesso pelos desafios de expansão produtiva, inovação e internacionalização, esta transação poderá ser lembrada como o início de uma nova fase não apenas para a Cimed, mas para todo o setor farmacêutico brasileiro.</p>



<p>Além disso, a Cimed tem se preparado para uma possível abertura de capital (IPO). Desde 2021, a empresa se estruturou como uma sociedade anônima e vem divulgando seus resultados anualmente, sinalizando ao mercado sua intenção de abrir capital quando as condições forem favoráveis.<br><br><br></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Os Moreira Salles e a maior aquisição de sua história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 22:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[Companhias em Alta]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em um movimento que surpreendeu o mercado europeu, a BW Gestão de Investimentos (BWGI) — o family office dos Moreira Salles — ofereceu €6,1 bilhões (R$33 bilhões) pelo controle da Verallia, líder global na produção de embalagens de vidro. Se aprovada pelos acionistas e reguladores, a transação será a maior aquisição já feita pelo grupo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[




<p>Em um movimento que surpreendeu o mercado europeu, a <strong>BW Gestão de Investimentos (BWGI)</strong> — o family office dos Moreira Salles — ofereceu <strong>€6,1 bilhões (R$33 bilhões)</strong> pelo controle da <strong>Verallia</strong>, líder global na produção de embalagens de vidro.</p>



<p>Se aprovada pelos acionistas e reguladores, a transação será a maior aquisição já feita pelo grupo e sinalizara uma clara expansão industrial da BWGI, reduzindo sua dependência do setor financeiro.</p>



<p>O lance da BWGI avalia a Verallia em <strong>€8,4 bilhões</strong>, um prêmio de <strong>42%</strong> sobre a cotação média das ações da empresa nos últimos três meses. A compra será feita através de sua subsidiária <strong>Horizon Parent Holdings</strong>, que já detém <strong>28%</strong> da empresa.</p>



<p>Mas quem é a Verallia? Por que os Moreira Salles decidiram dobrar a aposta nesse negócio? E o que essa aquisição revela sobre a estratégia do grupo?</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O que é a Verallia?</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="440" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-7-1024x440.png" alt="" class="wp-image-772" style="width:553px;height:auto" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-7-1024x440.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-7-300x129.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-7-768x330.png 768w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-7.png 1038w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p>Com sede em Courbevoie, na França, a <strong>Verallia</strong> é a maior produtora europeia e a <strong>terceira maior do mundo</strong> em embalagens de vidro para bebidas e alimentos. Seu portfólio inclui clientes como <strong>Pernod Ricard, Heineken e LVMH</strong>, e sua atuação se estende por <strong>34 países</strong>, com <strong>32 fábricas e 12 centros de reciclagem</strong>.</p>



<p>A empresa é uma peça central na cadeia de suprimentos de <strong>vinhos, destilados e alimentos envasados</strong>, setores que cresceram consistentemente na última década. Em <strong>2023</strong>, a Verallia faturou <strong>€3,3 bilhões</strong>, com um <strong>EBITDA ajustado de €873 milhões</strong> e um lucro líquido de <strong>€414 milhões</strong>.</p>



<p>Mais do que um player consolidado, a Verallia também aposta no <strong>vidro sustentável</strong> — um segmento em ascensão com novas regulamentações ambientais na Europa. A empresa já <strong>recicla 52% das embalagens que produz</strong> e investe em tecnologias para <strong>reduzir emissões de carbono em 46% até 2030</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Por que a BWGI quer a Verallia?</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="666" height="406" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-6.png" alt="" class="wp-image-771" style="width:494px;height:auto" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-6.png 666w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-6-300x183.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-6-240x145.png 240w" sizes="(max-width: 666px) 100vw, 666px" /></figure>
</div>


<p>A BWGI não está apenas comprando uma empresa lucrativa. Ela está adquirindo <strong>um ativo estratégico em um setor resiliente</strong>, que combina <strong>recorrência de receita, baixa volatilidade e crescimento sustentado</strong>.</p>



<p>A tese de investimento tem <strong>três pilares centrais</strong>:</p>



<p>1. <strong>Expansão global e previsibilidade</strong></p>



<p>• A Verallia atende marcas globais com contratos de longo prazo, o que traz <strong>estabilidade financeira e previsibilidade de fluxo de caixa</strong>.</p>



<p>2. <strong>Resiliência e crescimento do setor</strong></p>



<p>• O consumo de bebidas e alimentos envasados segue crescendo, e o vidro tem sido cada vez mais preferido em relação ao plástico, impulsionado por regulações ambientais.</p>



<p>3. <strong>Sinergias operacionais e ganhos de escala</strong></p>



<p>• Como já detém <strong>28% da Verallia</strong>, a BWGI pode <strong>aumentar margens e integrar processos operacionais</strong> com um controle total da companhia.</p>



<p>Essa não é a primeira incursão da BWGI na Verallia. O family office investiu <strong>€1 bilhão</strong> na empresa em <strong>2019</strong>, e sua participação hoje vale <strong>€1,2 bilhão</strong> — um ganho de <strong>20% em cinco anos</strong>.</p>



<p>Agora, com a oferta pela totalidade da empresa, a BWGI <strong>reforça sua estratégia de diversificação internacional</strong>, reduzindo a dependência do Itaú Unibanco, seu maior ativo no Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>A diversificação dos Moreira Salles</strong></h2>



<p>A BWGI é <strong>apenas uma das holdings</strong> da família Moreira Salles, que administra um patrimônio estimado em <strong>R$100 bilhões</strong>. Além dela, a família controla <strong>a holding Cambuhy</strong>, que investe em <strong>private equity</strong>, e <strong>a holding da CBMM</strong>, líder global na produção de nióbio.</p>



<p>O <strong>Itaú Unibanco</strong> ainda é a principal fonte de dividendos do grupo, com os Moreira Salles detendo <strong>9% do banco</strong> – uma fatia avaliada em <strong>R$25 bilhões</strong>. Só neste ano, a holding receberá cerca de <strong>R$1,3 bilhão em dividendos</strong> do Itaú.</p>



<p>Desde os anos <strong>1960</strong>, a família também controla a <strong>CBMM</strong>, que <strong>detém 85% do mercado global de nióbio</strong>. Em <strong>2022</strong>, a CBMM faturou <strong>R$11 bilhões</strong>, com <strong>lucro líquido de R$4,5 bilhões</strong>.</p>



<p>No setor de consumo, os Moreira Salles são acionistas da <strong>Alpargatas</strong>, dona da <strong>Havaianas</strong>, com uma fatia relevante na empresa, que faturou <strong>R$4,1 bilhões</strong> em 2024.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O que acontece agora?</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="703" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-11-1024x703.png" alt="" class="wp-image-776" style="width:437px;height:auto" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-11-1024x703.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-11-300x206.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-11-768x527.png 768w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-11-1536x1054.png 1536w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/03/image-11.png 1574w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p>A oferta da BWGI ainda precisa ser aprovada pelos <strong>acionistas da Verallia</strong> e pelos reguladores franceses. Se concluída, a compra <strong>ampliará a presença da família Moreira Salles na indústria global</strong>, transformando a holding em um dos maiores players do setor de embalagens.</p>



<p>Com <strong>€6,1 bilhões em jogo</strong>, esse é um dos maiores movimentos da história recente do mercado europeu – e um sinal claro de que a BWGI está construindo um <strong>império industrial global</strong>.</p>



<p>João Moreira Salles, que lidera a BWGI, parece ter um plano claro: <strong>sair da sombra do setor financeiro e posicionar a família em negócios estratégicos de longo prazo</strong>. A compra da Verallia é um passo gigantesco nessa direção.</p>



<p><strong>Se aprovada, essa será a maior aquisição já feita por um family office brasileiro.</strong> E, com ela, os Moreira Salles estarão ainda mais consolidados como um dos grupos empresariais mais poderosos do país.</p>
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		<title>Sherwin-Williams Compra a Suvinil da BASF por US$ 1,15 Bilhão e Reforça Posição no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 18:57:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento de Mercado]]></category>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO — A indústria global de tintas passa por uma de suas maiores reconfigurações dos últimos anos. A Sherwin-Williams, maior fabricante de tintas dos Estados Unidos e uma das líderes globais do setor, anunciou, nesta segunda-feira (17), a aquisição da Suvinil, principal marca de tintas decorativas do Brasil, pertencente à BASF, por US$1,15 bilhão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>SÃO PAULO </strong>— A indústria global de tintas passa por uma de suas <strong>maiores reconfigurações</strong> dos últimos anos. A <strong>Sherwin-Williams,</strong> maior fabricante de tintas dos <strong>Estados Unidos</strong> e uma das líderes globais do setor, anunciou, nesta <strong>segunda-feira</strong> (17), a <strong>aquisição da Suvinil</strong>, principal marca de tintas decorativas do Brasil, pertencente à <strong>BASF, </strong>por <strong>US$1,15 bilhão</strong> (cerca de<strong> R$6,56 bilhões</strong> pelo câmbio atual). O acordo, que inclui também a marca<strong> Glasu! </strong>e as <strong>unidades</strong> <strong>fabris</strong> da Suvinil em <strong>Jaboatão dos Guararapes </strong>(PE) e <strong>São Bernardo do Campo </strong>(SP) é a <strong>maior</strong> <strong>transação da empresa americana na América Latina</strong>.</p>



<p>A compra, que será feita integralmente em dinheiro, ainda depende da aprovação do <strong>Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)</strong> e deve ser concluída no segundo semestre de 2025.</p>



<p>Com essa compra, a Sherwin-Williams expande significativamente sua atuação no mercado brasileiro, incorporando uma empresa com mais de <strong>60 anos de tradição</strong> e que, sozinha, responde por <strong>35% do mercado de tintas no Brasil</strong>, um setor que movimenta <strong>cerca de R$12 bilhões por ano</strong>. Em <strong>2024, a Suvinil registrou uma receita de aproximadamente US$525 milhões</strong>.</p>



<p>“Há mais de seis décadas, a Suvinil é sinônimo de inovação e qualidade no Brasil. Esse negócio é altamente complementar ao da Sherwin-Williams na América Latina, e a marca Suvinil é amplamente conhecida e confiável”, afirmou <strong>Heidi G. Petz</strong>, CEO global da Sherwin-Williams, em comunicado.</p>



<p>A <strong>BASF</strong>, por sua vez, justificou a venda alegando que sua operação no segmento de tintas decorativas estava concentrada exclusivamente no Brasil, sem sinergias com outras divisões da companhia. “Este negócio opera quase exclusivamente no Brasil e tem sinergias limitadas com os demais negócios de revestimentos da BASF”, declarou <strong>Anup Kothari</strong>, membro do conselho executivo da companhia alemã e responsável pela divisão de revestimentos.</p>



<p>A compra faz parte de uma movimentação global de consolidação do setor de tintas, que vem registrando diversas aquisições nos últimos anos. O mercado brasileiro é um dos maiores e mais atrativos do mundo para o segmento, tanto pelo tamanho quanto pelo potencial de crescimento impulsionado pelo setor da construção civil.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por Que a BASF Decidiu Vender?</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-17-1024x683.png" alt="" class="wp-image-577" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-17-1024x683.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-17-300x200.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-17-768x512.png 768w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-17-1536x1024.png 1536w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-17-2048x1366.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A BASF é um dos maiores conglomerados químicos do mundo, com presença global em setores como <strong>químicos de alta performance, plásticos de engenharia, biotecnologia agrícola e revestimentos industriais e automotivos</strong>. No entanto, diferentemente de concorrentes como a PPG Industries e a própria Sherwin-Williams, sua atuação no mercado de <strong>tintas decorativas</strong> sempre foi limitada.</p>



<p>A <strong>Suvinil era a única operação de tintas decorativas da BASF no mundo</strong>, restrita exclusivamente ao mercado brasileiro. Enquanto outras multinacionais do setor têm presença global nessa categoria, a BASF manteve sua atuação concentrada apenas no Brasil, sem expandir a marca para outros países.</p>



<p>Isso fez com que a divisão operasse de forma isolada dentro da estrutura global da BASF, sem sinergias significativas com outras unidades de negócio. O setor de <strong>tintas decorativas exige alto volume de vendas, margens ajustadas e forte investimento em marketing e distribuição</strong> – um modelo muito diferente do restante do portfólio da BASF, que está mais focado em <strong>produtos químicos de maior valor agregado e especialidades industriais</strong>.</p>



<p>Nos últimos anos, a empresa alemã vem passando por uma <strong>reorganização global</strong>, direcionando investimentos para segmentos considerados <strong>mais estratégicos e rentáveis</strong>, como <strong>químicos de alta tecnologia, plásticos avançados e biotecnologia agrícola</strong>. Com isso, a operação de tintas decorativas no Brasil passou a ser vista como um ativo sem alinhamento estratégico com os objetivos de longo prazo da companhia.</p>



<p>Em setembro de 2024, a BASF anunciou oficialmente a intenção de vender sua divisão de tintas decorativas, iniciando um processo competitivo que atraiu diversos interessados, incluindo a <strong>PPG Industries</strong> – concorrente direta da Sherwin-Williams – e fundos de <strong>private equity</strong>.</p>



<p>No entanto, as negociações com a Sherwin-Williams avançaram mais rapidamente, resultando na assinatura do contrato de venda em fevereiro de 2025. O negócio marca a <strong>saída definitiva da BASF do setor de tintas decorativas</strong>, reforçando seu foco em <strong>químicos industriais e revestimentos automotivos e industriais</strong>, áreas onde ainda mantém uma posição de destaque global.</p>



<p>“A BASF está realocando seu capital para segmentos onde temos liderança tecnológica e forte presença global”, afirmou a empresa em comunicado sobre a venda.</p>



<p>A transação foi realizada com um múltiplo de valuation entre 13% e 14% sobre a receita anual da Suvinil, um valor considerado competitivo dentro do setor. O Citi e os escritórios de advocacia Jones Day e BMA assessoraram a Sherwin-Williams na negociação, enquanto a BASF contou com o Deutsche Bank e os escritórios Linklaters e Todorov, Giannini &amp; Nisiyama.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância da Suvinil no mercado brasileiro</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="482" height="418" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-18.png" alt="" class="wp-image-567" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-18.png 482w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-18-300x260.png 300w" sizes="(max-width: 482px) 100vw, 482px" /></figure>
</div>


<p>Fundada em <strong>1961</strong>, a <strong>Suvinil</strong> surgiu como um empreendimento do empresário <strong>Olócio Bueno</strong>, que já atuava no setor de tintas com a marca <strong>Super</strong>. O nome Suvinil foi uma combinação de <strong>Super + Vinil</strong>, destacando a tecnologia da época que diferenciava seus produtos no mercado.</p>



<p>O sucesso da marca chamou a atenção da <strong>BASF</strong>, que adquiriu a empresa <strong>em 1969</strong>, incorporando-a ao seu portfólio e transformando a Suvinil na líder absoluta do setor de tintas decorativas no Brasil.</p>



<p>Hoje, a Suvinil possui um market share de <strong>35%</strong>, à frente de marcas como <strong>Coral (da AkzoNobel)</strong> e <strong>Sherwin-Williams</strong>, que ocupa a terceira posição no país com aproximadamente <strong>6%</strong> do mercado.</p>



<p>Com unidades fabris em <strong>São Bernardo do Campo (SP)</strong> e <strong>Jaboatão dos Guararapes (PE)</strong>, a Suvinil atende todo o Brasil e exporta para outros países da América Latina. A marca se firmou por sua <strong>forte presença no varejo</strong>, sendo amplamente distribuída em lojas de materiais de construção e home centers, além de contar com um forte relacionamento com pintores profissionais e consumidores finais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que muda para a Sherwin-Williams?</strong></h2>



<p>A aquisição da <strong>Suvinil</strong> representa um passo fundamental para a <strong>Sherwin-Williams</strong>. Apesar de ser uma das maiores fabricantes de tintas do mundo, com operações em <strong>mais de 120 países</strong>, sua participação no Brasil ainda era relativamente limitada.</p>



<p>Com a compra, a americana assume a liderança do mercado brasileiro de tintas, <strong>elevando sua participação de 6% para aproximadamente 41%</strong></p>



<p>A transação também oferece à Sherwin-Williams uma <strong>infraestrutura de produção</strong>, reduzindo a necessidade de investimentos adicionais em fábricas e distribuição. Além disso, a empresa terá acesso a uma marca forte, eliminando a necessidade de investir pesadamente em construção de marca e fidelização de clientes.</p>



<p>A expectativa é que a integração das operações gere grandes <strong>sinergias operacionais</strong>, permitindo uma <strong>redução de custos</strong> e um <strong>aumento da rentabilidade</strong> no longo prazo.</p>



<p>“A Sherwin-Williams pretende financiar a aquisição com <strong>recursos próprios e novas captações de dívida</strong>, aproveitando sua forte posição financeira e a liquidez disponível em linhas de crédito existentes”, informou a empresa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios e aprovação regulatória</strong></h2>



<p>Embora a compra da Suvinil represente uma boa oportunidade para a Sherwin-Williams, o negócio ainda precisa passar pelo <strong>crivo do CADE</strong>.</p>



<p>No entanto, especialistas acreditam que a operação não deve enfrentar grandes barreiras regulatórias. Isso porque, apesar de adquirir a líder do mercado, a Sherwin-Williams ainda enfrentará concorrência de outros grandes players, como a <strong>AkzoNobel (Coral)</strong> e a <strong>PPG Industries</strong>.</p>



<p>“A Sherwin-Williams é a terceira maior no mercado brasileiro, com cerca de 6% de participação. Com a aquisição da Suvinil, ela se torna a maior, mas ainda existe um ambiente de concorrência no setor. Não há um monopólio evidente”, afirmou uma fonte próxima às negociações.</p>



<p>Agora, resta acompanhar os próximos passos e como a Sherwin-Williams vai integrar a Suvinil em sua operação global. Se bem executada, essa aquisição pode se tornar um dos maiores cases de sucesso do setor nos últimos anos.</p>
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		<title>Supermercados BH Compra Bretas por R$ 716 Milhões e Avança no Varejo Mineiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2025 12:06:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento de Mercado]]></category>
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					<description><![CDATA[BELO HORIZONTE — O setor supermercadista mineiro passa por uma de suas maiores mudanças em anos. O Supermercados BH, maior rede de Minas Gerais, comprou as 54 lojas do Bretas no estado, além de 8 postos de combustíveis e um centro de distribuição, por R$716 milhões. Com isso, a Cencosud, multinacional chilena que controla a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>BELO HORIZONTE —</strong> O setor <strong>supermercadista</strong> <strong>mineiro</strong> passa por uma de suas <strong>maiores mudanças em anos.</strong> O <strong>Supermercados BH,</strong> maior rede de Minas Gerais, comprou<strong> as 54 lojas do Bretas</strong> no estado, além de<strong> 8 postos de combustíveis</strong> e um <strong>centro</strong> <strong>de</strong> <strong>distribuição</strong>, por <strong>R$716 milhões</strong>. Com isso, a <strong>Cencosud</strong>, multinacional chilena que <strong>controla a marca Bretas, </strong>encerra sua operação no estado e passa a <strong>concentrar</strong> seus esforços na região <strong>Centro-Oeste.</strong></p>



<p>A negociação, que <strong>ainda</strong> <strong>precisa</strong> do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica <strong>(CADE)</strong>,<strong> </strong>deve ampliar a presença do Supermercados BH em diversas cidades e reforçar sua <strong>infraestrutura</strong> <strong>logística</strong>. Além disso, a aquisição <strong>fortalece</strong> a rede diante da <strong>concorrência</strong> de <strong>atacarejos</strong> como Assaí e Atacadão, que <strong>vêm</strong> <strong>ganhando</strong> mercado nos últimos anos.</p>



<p>A compra marca um novo capítulo para o BH, que nos últimos anos vem se transformando em um dos <strong>principais</strong> grupos do varejo alimentar no país. Para a Cencosud, trata-se de uma <strong>retirada</strong> de Minas Gerais, após <strong>dificuldades</strong> de <strong>integração</strong> e <strong>perda</strong> de <strong>competitividade</strong> da bandeira Bretas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Ascensão do Supermercados BH</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="419" height="275" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-8.png" alt="" class="wp-image-518" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-8.png 419w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-8-300x197.png 300w" sizes="(max-width: 419px) 100vw, 419px" /></figure>
</div>


<p>O Supermercados BH surgiu em 1996, quando <strong>Pedro Lourenço de Oliveira</strong> abriu sua primeira mercearia em <strong>Santa</strong> <strong>Luzia</strong>, na Grande Belo Horizonte. O crescimento veio <strong>rápido</strong>, impulsionado por uma estratégia de <strong>aquisições</strong> de supermercados menores e redes regionais em dificuldades.</p>



<p>Com <strong>margens</strong> <strong>ajustadas</strong>, <strong>preços</strong> <strong>agressivos</strong> e um <strong>forte</strong> <strong>conhecimento</strong> do mercado mineiro, a rede conseguiu se expandir<strong> sem</strong> <strong>precisar</strong> de investidores externos. O faturamento da empresa <strong>cresceu </strong>de<strong> R$7 bilhões </strong>em<strong> </strong>2018<strong> </strong>para<strong> R$17,3 bilhões </strong>em<strong> </strong>2024, tornando o Supermercados BH <strong>a quinta maior rede supermercadista do Brasil</strong>.</p>



<p>Diferentemente de grandes concorrentes como Carrefour e Grupo Pão de Açúcar, que apostaram na abertura de capital e na entrada de investidores estrangeiros, o Supermercados BH manteve um modelo de crescimento próprio. <strong>A rede opera mais de 300 lojas e, até agora, todas as suas aquisições foram feitas com capital próprio.</strong></p>



<p>Desde 2010, o Supermercados BH comprou dezenas de supermercados independentes, além da rede Mineirão, que operava no formato de atacarejo. A aquisição do Bretas é, de longe, a maior investida da empresa até agora.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Ascensão e Queda do Bretas Sob a Gestão da Cencosud</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="756" height="567" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-9.png" alt="" class="wp-image-519" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-9.png 756w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-9-300x225.png 300w" sizes="(max-width: 756px) 100vw, 756px" /></figure>
</div>


<p>O Bretas tem uma longa história no varejo mineiro. Criada na década de 1950 pelos irmãos Bretas, a rede cresceu até se tornar <strong>a maior do estado e uma das principais do Centro-Oeste</strong>, chegando a faturar cerca de R$3,5 bilhões em seu auge.</p>



<p>O crescimento chamou a atenção da <strong>Cencosud, gigante chilena do setor de supermercados</strong>, que em 2010 comprou o Bretas por cerca de <strong>R$1,35 bilhão</strong>. O plano da Cencosud era aumentar sua presença no Brasil e competir com grupos como Carrefour e Pão de Açúcar.</p>



<p>A realidade, no entanto, foi diferente. <strong>A integração do Bretas às operações da Cencosud não aconteceu como esperado.</strong> A multinacional enfrentou dificuldades para modernizar as lojas e adequar a gestão ao seu modelo global. Enquanto isso, redes concorrentes como o Supermercados BH e atacarejos como Assaí e Atacadão ganharam participação de mercado.</p>



<p>A perda de competitividade do Bretas ficou evidente nos números. Em 2010, a rede possuía mais de <strong>80 lojas e uma participação de 16% no mercado mineiro</strong>. Hoje, restavam apenas 54 unidades no estado. <strong>O faturamento da rede caiu, e os resultados financeiros da Cencosud no Brasil foram pressionados.</strong></p>



<p>A venda do Bretas faz parte de um movimento mais amplo da Cencosud, que nos últimos anos tem <strong>reavaliado suas operações no Brasil e vendido ativos em mercados onde enfrenta mais dificuldades</strong>. Com essa venda, o grupo chileno segue operando no Brasil com bandeiras como <strong>GBarbosa, Prezunic e Mercantil Rodrigues</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os Detalhes da Negociação</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="936" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-10.png" alt="" class="wp-image-520" style="width:489px;height:auto" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-10.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-10-300x274.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/02/image-10-768x702.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p>Para o Supermercados BH, a aquisição representa um reforço logístico importante. <strong>O centro de distribuição adquirido permitirá maior eficiência na reposição de estoques, reduzindo custos e melhorando a gestão operacional da rede.</strong></p>



<p>A transação ainda depende da análise do CADE. Apesar de o Supermercados BH ser o maior varejista do estado, <strong>o mercado segue competitivo, com a presença de redes nacionais como Carrefour e atacarejos como Assaí e Atacadão</strong>, o que reduz o risco de restrições regulatórias.</p>



<p>Se aprovada, a integração das lojas do Bretas deve ocorrer ao longo dos próximos meses. <strong>Ainda não foi informado se a marca Bretas será mantida ou se todas as unidades serão convertidas para Supermercados BH.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Novo Cenário do Varejo em Minas Gerais</strong></h2>



<p>Com essa aquisição, o Supermercados BH <strong>se fortalece como a principal rede de supermercados do estado</strong> e amplia sua distância em relação a concorrentes regionais.</p>



<p>No entanto, o mercado continua desafiador. O setor vive um momento de transformação, com <strong>o avanço do modelo de atacarejo e o crescimento do e-commerce alimentar</strong>. Em Minas Gerais, o Assaí e o Atacadão vêm ganhando mercado e pressionando as margens das redes tradicionais.</p>



<p>A compra do Bretas permite ao Supermercados BH ganhar escala e eficiência, mas a empresa precisará seguir inovando para se manter competitiva. <strong>O mercado aguarda os próximos passos de Pedro Lourenço</strong>, que, até o momento, tem mantido sua estratégia de crescimento sem investidores externos.</p>



<p>Com essa transação, o Supermercados BH não apenas consolida sua posição no estado, mas também dá um passo importante para se firmar como um dos principais grupos varejistas do Brasil. A expectativa agora é sobre os desdobramentos da aquisição e os próximos movimentos da rede mineira.</p>
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