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	<title>Branded Content &#8211; Bastidores do Poder</title>
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	<description>Negócios, Notícias, Análises e Grandes Histórias</description>
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	<title>Branded Content &#8211; Bastidores do Poder</title>
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		<title>A Matemática de R$ 1 Bilhão</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 13:10:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No setor industrial, investir R$ 1 bilhão para modernizar uma fábrica sem aumentar nominalmente sua capacidade produtiva pode parecer, à primeira vista, uma conta difícil de fechar. Mas na recém-inaugurada modernização da planta da Unipar em Cubatão, a maior fabricante de cloro-soda da América do Sul não apenas fechou a conta, como deu uma aula [&#8230;]]]></description>
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<p></p>



<p>No setor industrial, investir <strong>R$ 1 bilhão</strong> para modernizar uma fábrica sem aumentar nominalmente sua capacidade produtiva pode parecer, à primeira vista, uma <strong>conta difícil de fechar</strong>. Mas na recém-inaugurada modernização da planta da Unipar em Cubatão, a maior fabricante de cloro-soda da América do Sul não apenas fechou a conta, como deu uma aula de alocação de capital. O <strong>&#8220;pulo do gato&#8221;</strong> não está apenas nos novos eletrolisadores que brilham no chão de fábrica, mas na sofisticada estrutura de funding que viabilizou o projeto, trocando dívida cara de mercado por linhas de fomento excelentes.<br><br>Esse movimento acontece em um timing crucial, a <strong>planta de Cubatão </strong>a unidade responde por cerca de metade da capacidade produtiva de cloro e soda. Com o Marco Legal do Saneamento pressionando a demanda por tratamento de água <strong>(onde o cloro é rei) </strong>e a construção civil oscilando (impactando o PVC), a Unipar precisava garantir que seu principal ativo não fosse apenas funcional, mas imbatível em custos.<br>Ao optar por um retrofit profundo em vez de um greenfield bilionário, a gestão blindou a operação contra a obsolescência tecnológica sem descapitalizar a empresa, preparando o terreno para <strong>defender suas margens </strong>nas próximas décadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Salto Tecnológico: Eficiência na Veia do Negócio<br></h2>



<p>O <strong>cerne da operação</strong> em Cubatão foi a substituição total do <strong>&#8220;coração&#8221; da fábrica</strong>: a tecnologia de eletrólise, processo eletrointensivo que quebra a molécula do sal para gerar cloro e soda cáustica. A Unipar <strong>aposentou definitivamente </strong>os métodos baseados em mercúrio e diafragma, tecnologias que, embora funcionais, tornaram-se obsoletas do ponto de vista de custo e ambientalmente sensíveis devido a tratados internacionais. Em seu lugar, a companhia adotou <strong>100% da produção via células de membrana</strong>, considerado o melhor método.<br><br>A mudança ataca diretamente o calcanhar de aquiles da indústria de cloro-soda: o<strong> custo de energia</strong>. Os dados da nova operação mostram um ganho de margem operacional direto, a nova tecnologia de membrana derruba em<strong> cerca de 40% </strong>o consumo específico de energia (térmica e elétrica) para cada tonelada de cloro produzida. Quando olhada a fábrica de Cubatão como um todo, essa atualização pode gerar uma economia de energia que<strong> chega a 18%</strong>. Em um país com a volatilidade energética do Brasil, travar esse nível de eficiência é um diferencial competitivo de<strong> longo prazo</strong>.<br><br>No entanto, o ganho de eficiência vai além da conta de luz. O CEO<strong> Rodrigo Cannaval </strong>destacou em entrevista ao<strong> Bastidores do Poder</strong>, um aspecto técnico crucial que se traduz em dinheiro: o processo via membrana entrega o cloro e a soda já em concentrações muito superiores às tecnologias antigas. Isso significa que a fábrica precisa <strong>gastar menos vapor </strong>em etapas posteriores de concentração, simplificando a logística interna e reduzindo o Opex.<br><br>Além disso, a robustez do novo sistema garante maior <strong>confiabilidade</strong>. Na prática, isso permite que a fábrica rode mais tempo próxima ao seu limite máximo, com menos paradas de manutenção. Isso entrega um incremento na produção efetiva sem que a capacidade nominal de<strong> 355 mil toneladas/ano </strong>precisasse ser alterada no papel.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Arquitetura Financeira: O &#8220;Pulo do Gato&#8221; na Dívida</h2>



<p><br>Para viabilizar um <strong>Capex </strong>dessa magnitude sem pressionar o balanço, a Unipar desenhou uma estrutura de capital inteligente. A companhia utilizou os atributos de sustentabilidade do projeto — <strong>a eliminação do mercúrio e a descarbonização</strong> — como a chave para acessar liquidez barata e de longo prazo. O argumento ESG abriu as portas para linhas de fomento que bancos comerciais dificilmente igualariam nas <strong>condições atuais de mercado.</strong><br><br>A companhia captou um total de<strong> R$ 672,9 milhões </strong>junto ao BNDES. O grande trunfo foi o enquadramento em linhas específicas como o Fundo Clima, que oferece taxas fixas na casa de<strong> 7,53%</strong> ao ano — um custo de capital extremamente atrativo, quase negativo em termos reais, num ambiente de Selic de dois dígitos. Complementarmente, a empresa acessou o FINEM-Meio Ambiente (atrelado à TLP + 1,1% a.a.) e buscou outros <strong>US$ 42 milhões </strong>via agência de crédito à exportação (ECA) com a Euler Hermes para financiar os equipamentos importados de ponta.<br><br>O resultado dessa arquitetura financeira foi transformador para o <strong>passivo da companhia</strong>. A Unipar não apenas financiou seu ativo mais importante, mas utilizou a operação para derrubar seu custo médio de dívida global de<strong> CDI+1,51% para CDI+0,65%</strong>. Simultaneamente, conseguiu alongar o perfil de vencimentos, estendendo o prazo médio de pagamento de quatro para seis anos e meio. Foi uma operação de<strong> liability management</strong> (gestão de passivos) executada com precisão, usando o projeto industrial como lastro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sustentabilidade como Vantagem Competitiva</h2>



<p><br>A <strong>modernização de Cubatão</strong> solidifica a tese de que, na indústria química moderna, a sustentabilidade deixou de ser um custo de conformidade para virar um vetor de eficiência e acesso a capital. A <strong>eliminação total do mercúrio</strong> mitiga um risco operacional e reputacional de cauda longa.<br><br>Os números ambientais do projeto foram justamente o que viabilizaram o financiamento barato. A nova planta evita a emissão de <strong>70 mil toneladas de CO2</strong> <strong>por ano</strong> (base 2020) e elimina a geração de <strong>150 toneladas anuais</strong> de resíduos industriais. A operação em Cubatão agora está mais integrada à estratégia de energia da companhia, sendo abastecida por fontes renováveis. A nova<strong> tecnologia de membrana </strong>permite, inclusive, que o hidrogênio gerado como subproduto no processo produtivo seja classificado como &#8220;hidrogênio verde&#8221;, abrindo <strong>novas avenidas de valor futuro.</strong><br><br>Com o<strong> ciclo de investimento pesado </strong>em Cubatão concluído, a Unipar entra em uma nova fase. Analistas de mercado já projetam uma redução significativa no Capex da companhia <strong>a partir de 2026</strong>, o que deve liberar um fluxo de caixa livre robusto para o acionista, agora suportado por uma operação industrial mais leve, mais limpa e, financeiramente, <strong>muito mais barata de carregar</strong>.</p>
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		<title>O mito do &#8220;investimento grátis&#8221; ruindo: Por que 70% dos EUA já abandonaram o modelo que ainda domina o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 11:14:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No mercado de capitais, a maturidade de uma indústria pode ser medida pela clareza de seus incentivos. Sob essa ótica, o Brasil vive um anacronismo perigoso em relação às economias desenvolvidas. Enquanto o investidor local ainda é seduzido pela falácia da &#8220;assessoria taxa zero&#8221; — um modelo onde o serviço é aparentemente gratuito, mas remunerado [&#8230;]]]></description>
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<p></p>



<p>No mercado de capitais, a maturidade de uma indústria pode ser medida pela clareza de seus incentivos. Sob essa ótica, o Brasil vive um anacronismo perigoso em relação às economias desenvolvidas. Enquanto o investidor local ainda é seduzido pela falácia da &#8220;assessoria taxa zero&#8221; — um modelo onde o serviço é aparentemente gratuito, mas remunerado por comissões embutidas nos produtos —, os Estados Unidos já decretaram a obsolescência desse formato. A tese é aritmética: não existe isenção quando o salário do conselheiro depende do produto que ele vende, e não da rentabilidade que ele entrega.</p>



<p>Os dados mais recentes da <strong>Cerulli Associates</strong>, uma das principais casas de análise da indústria financeira global, desenham um cenário inequívoco de migração. Em 2024, <strong>72,4%</strong> da indústria de <em>advisors</em> nos Estados Unidos já operava no modelo <strong><em>fee-based</em></strong> (remuneração por taxa fixa ou percentual sobre o patrimônio, sem comissões de produtos). A projeção é que essa fatia atinja <strong>77,6% até 2026</strong>. Na contramão, o modelo puramente comissionado, que ainda é a regra no varejo brasileiro, deve encolher para irrelevantes 16,6% do mercado americano no mesmo período. Lá, o dinheiro inteligente já entendeu que pagar diretamente pelo conselho é a única forma de garantir que ele seja, de fato, um conselho, e não uma venda.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A &#8220;Caixa Preta&#8221; Brasileira e o Choque da CVM 179</strong></h2>



<p>No Brasil, a estrutura de distribuição de investimentos cresceu apoiada na opacidade. Formou-se um exército de agentes autônomos (hoje assessores de investimento) cuja remuneração histórica sempre foi o <em>rebate</em> — a comissão devolvida pelo gestor do fundo ou pelo emissor do COE. Esse modelo sustentou a expansão capilar das plataformas, mas criou um conflito de agência estrutural: o produto que paga a maior comissão para o assessor raramente é o que entrega o melhor retorno ajustado ao risco para o cliente.</p>



<p>O mercado brasileiro agigantou-se sob essa lógica. Segundo dados da <strong>Ancord</strong>, o país encerrou setembro de 2025 com um contingente recorde de <strong>28.012 assessores de investimento</strong> credenciados, uma força de vendas que continua em expansão, com o Sul concentrando 24% desses profissionais. Contudo, a festa do &#8220;conflito invisível&#8221; sofreu um golpe regulatório decisivo.</p>



<p>A entrada em vigor da <strong>Resolução CVM 179</strong>, em 1º de novembro de 2024, forçou o sistema a colocar luz sobre a remuneração. Ao obrigar a divulgação das taxas e comissões recebidas pelos intermediários, a CVM iniciou um processo irreversível de educação financeira forçada. Pela primeira vez, o investidor médio começou a receber extratos que mostram quanto a cadeia de distribuição morde de seu patrimônio. O que antes era um detalhe técnico virou o motor de uma crise de confiança no modelo tradicional de assessoria.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Ascensão da Consultoria Fiduciária</strong></h2>



<p>É neste vácuo de credibilidade que a figura do <strong>Consultor de Valores Mobiliários (CVM)</strong> ganha tração. Diferente do assessor, que é um preposto de uma corretora focado na distribuição, o consultor é um agente fiduciário do cliente, regido pela <strong>Resolução CVM 19</strong>. Seu compromisso legal é com o investidor, e sua remuneração independe do produto alocado.</p>



<p>Embora o número de consultores CVM ainda seja uma fração do total de assessores, o crescimento é acelerado. Dados de mercado apontam que a base de consultores registrados saltou <strong>24,7%</strong> entre 2022 e 2023, um ritmo que reflete a demanda reprimida por isenção. O investidor de alta renda, em especial, cansou de ver sua carteira girar sem motivo aparente (o <em>churning</em>) apenas para gerar corretagem, e passou a buscar o alinhamento de interesses.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Pioneirismo da Suno: Antecipando o Futuro</strong></h2>



<p>Nesse tabuleiro em transformação, a <strong>Suno Consultoria</strong> posicionou-se na vanguarda não por oportunismo, mas por filosofia. Enquanto grandes players do varejo lutavam para manter o <em>status quo</em> do comissionamento, a Suno adotou desde o início o modelo de alinhamento total, similar ao que domina os 70% do mercado americano.</p>



<p>A lógica aplicada pela Suno inverte a pirâmide de incentivos. Ao cobrar uma taxa fixa ou um percentual sobre os ativos sob gestão (<em>Assets Under Management</em>), a consultoria elimina a tentação da venda de produtos tóxicos. Se um fundo paga rebate, esse valor é devolvido ao cliente (cashback) ou nem sequer entra na equação. &#8220;O modelo brasileiro de comissão cria uma assimetria onde o assessor enriquece na venda, e não no sucesso do cliente. Nós operamos na lógica oposta: a remuneração é transparente e o único incentivo é a proteção e multiplicação do patrimônio&#8221;, afirma a casa.</p>



<p>O pioneirismo da Suno não é apenas sobre ética, é sobre leitura de cenário. Com a CVM 179 expondo as entranhas do modelo antigo e a tendência global apontando para o fim das comissões, a migração para a consultoria <em>fee-based</em> no Brasil não é uma questão de &#8220;se&#8221;, mas de &#8220;quando&#8221;. E para o investidor que preza pelo próprio capital, a escolha entre um vendedor comissionado e um consultor alinhado já deixou de ser uma dúvida para se tornar uma questão de matemática básica.</p>
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		<title>A Máquina de Juros Compostos da Suno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 18:15:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO — Para a vasta maioria dos brasileiros, a palavra &#8220;aposentadoria&#8221; evoca uma mistura de esperança e ansiedade. De um lado, a crescente insuficiência do INSS; do outro, um mercado de previdência privada dominado por produtos de grandes bancos que, com taxas de administração elevadas e uma alocação conservadora em renda fixa, frequentemente entregam [&#8230;]]]></description>
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<p></p>



<p>SÃO PAULO — Para a vasta maioria dos brasileiros, a palavra &#8220;aposentadoria&#8221; evoca uma mistura de esperança e ansiedade. De um lado, a crescente insuficiência do INSS; do outro, um mercado de previdência privada dominado por produtos de grandes bancos que, com taxas de administração elevadas e uma alocação conservadora em renda fixa, frequentemente entregam um retorno real medíocre, muitas vezes perdendo para a inflação. O modelo tradicional, desenhado para um mundo de juros altos e menor longevidade, está se tornando obsoleto.</p>



<p>É para atacar essa ferida estrutural que a Suno Asset lançou o Suno Prev. A tese é ao mesmo tempo simples e contraintuitiva: usar o maior motor de criação de riqueza da história — o investimento em ações de empresas de alta qualidade — como a base para a construção do patrimônio de aposentadoria. A matéria-prima do Suno Prev não é a previsibilidade da renda fixa, mas o poder dos juros compostos. A Suno desvenda como a combinação dos benefícios fiscais de um plano de previdência com sua filosofia de <em>value investing</em> pode criar a ferramenta definitiva para a acumulação de capital no longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Tese da Aposentadoria Anabolizada</strong></h2>



<p>À primeira vista, atrelar a aposentadoria à volatilidade da bolsa de valores pode parecer arriscado. Mas o Suno Prev não é um fundo de ações comum. É um plano de previdência (disponível nas modalidades PGBL e VGBL) que opera sob a mesma filosofia que guia a Suno Research: investir em empresas perenes, com vantagens competitivas claras, baixa alavancagem e forte geração de caixa.</p>



<p>A estratégia não é especular, mas se tornar sócio de negócios resilientes. A carteira do Suno Prev é um portfólio concentrado em companhias que provaram sua capacidade de atravessar crises, crescer de forma consistente e distribuir lucros aos acionistas. Em vez de tentar acertar o &#8220;timing&#8221; do mercado, o fundo foca em &#8220;tempo no mercado&#8221;, mantendo posições em empresas de setores essenciais como energia, saneamento e finanças, que se beneficiam do crescimento do país no longo prazo. É, na prática, a aplicação da tese de <em>value investing</em> da Suno dentro da estrutura regulatória e fiscal de um plano de previdência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Duplo Benefício: Fiscal e de Retorno</strong></h2>



<p>A genialidade da estrutura do Suno Prev reside na combinação de dois poderosos catalisadores de riqueza.</p>



<p>O primeiro é o <strong>benefício fiscal</strong>. Os planos de previdência privada oferecem vantagens tributárias que não existem em outros investimentos. O mais importante é o diferimento fiscal: o investidor não paga Imposto de Renda sobre os rendimentos ano a ano (o &#8220;come-cotas&#8221; dos fundos tradicionais). O imposto só incide no momento do resgate, décadas depois, permitindo que o valor que seria pago ao governo continue rendendo e acelerando os juros compostos. Adicionalmente, na modalidade PGBL, é possível deduzir até 12% da renda bruta anual da base de cálculo do Imposto de Renda, um incentivo direto para a poupança.</p>



<p>O segundo é o <strong>potencial de retorno</strong>. Historicamente, em janelas de tempo longas, o investimento em ações de boas empresas supera com folga a renda fixa. Ao alocar o patrimônio da previdência em um portfólio de ações cuidadosamente selecionado, o Suno Prev busca capturar um retorno significativamente superior ao que os planos tradicionais, majoritariamente alocados em títulos públicos, conseguem oferecer. É a união da eficiência fiscal da previdência com o poder de multiplicação de capital da bolsa de valores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Investindo para os Próximos 30 Anos</strong></h2>



<p>A filosofia de gestão do Suno Prev é construída sobre um pilar fundamental: o tempo. Para um investidor com um horizonte de 20, 30 ou 40 anos para a aposentadoria, a volatilidade de curto prazo do mercado de ações se torna um ruído irrelevante. Uma crise política ou uma recessão que derruba a bolsa em um ano específico é apenas um ponto em um gráfico de décadas.</p>



<p>O que realmente importa nesse horizonte de tempo é a capacidade das empresas investidas de continuar a crescer, gerar lucros e reinvesti-los ou distribuí-los como dividendos. É o poder dos juros compostos em sua forma mais pura: os lucros geram mais lucros, e o patrimônio cresce de forma exponencial. A estratégia da Suno é, portanto, ignorar o pessimismo de curto prazo e focar na qualidade e no valor intrínseco dos negócios. A mentalidade é a de um sócio que sabe que, ao possuir uma fatia de uma empresa excelente, o valor de sua participação inevitavelmente acompanhará o sucesso do negócio ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Legado do Dinheiro Lento</strong></h2>



<p>O Suno Prev é, talvez, a expressão máxima da filosofia de &#8220;dinheiro lento&#8221; que define a casa. Em um mercado que vende a ilusão do enriquecimento rápido, este é um produto desenhado para a construção paciente de patrimônio, uma maratona, não uma corrida de 100 metros.</p>



<p>Ao oferecer uma estrutura que une a disciplina do <em>value investing</em> com os incentivos fiscais da previdência, a Suno entrega ao investidor uma solução racional e potencialmente muito mais eficaz para o maior desafio financeiro de sua vida. Não é uma promessa de retornos milagrosos, mas a oferta de um método testado pelo tempo, que transforma o poder das grandes empresas brasileiras em combustível para uma aposentadoria mais segura e próspera. É a ferramenta para quem entende que, no longo prazo, a paciência é o maior dos ativos.<br></p>
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		<title>A Engenharia do Dividendo Turbinado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 14:30:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO — A taxa Selic em 15% ao ano parece um porto seguro para o investidor brasileiro, mas a calmaria é aparente. Após a mordida de até 22,5% do Imposto de Renda sobre os rendimentos, a rentabilidade real encolhe, e o CDI líquido muitas vezes não é suficiente para gerar o &#8220;alfa&#8221; — o [&#8230;]]]></description>
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<p></p>



<p>SÃO PAULO — A taxa Selic em <strong>15%</strong> ao ano parece um porto seguro para o investidor brasileiro, mas a calmaria é aparente. Após a mordida de até 22,5% do Imposto de Renda sobre os rendimentos, a rentabilidade real encolhe, e o CDI líquido muitas vezes não é suficiente para gerar o &#8220;alfa&#8221; — o retorno extra — que o capital busca em um ambiente de inflação persistente. É nesse dilema que se abriu espaço para produtos mais sofisticados, e a caça por um yield real e consistente se tornou a principal tese de investimento do varejo qualificado.</p>



<p>É exatamente nesse nicho que o FII Suno Recebíveis Imobiliários (SNCI11) se posiciona. Com um patrimônio de <strong>R$ 411 milhões</strong>, o fundo da Suno Asset atua no mercado de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) &#8220;high yield&#8221;, um território de maior risco e, consequentemente, maior potencial de retorno. A matéria-prima do SNCI11 não é o tijolo, mas a engenharia de crédito. A tese é fazer a &#8220;arbitragem do risco&#8221;: usar uma análise profunda para extrair prêmios de operações que o mercado tradicional, mais avesso ao risco, deixa na mesa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Arquitetura do Risco Calculado</strong></h2>



<p>No mercado de crédito imobiliário, nem todo &#8220;papel&#8221; é igual. Existem os CRIs &#8220;high grade&#8221;, o filé mignon com rating AAA emitido por grandes empresas, que pagam um prêmio modesto sobre o CDI ou a inflação. E existem os &#8220;high yield&#8221;, operações estruturadas para projetos de menor porte ou com estruturas mais complexas, que oferecem um retorno significativamente maior para compensar o risco percebido.</p>



<p>O SNCI11 não compra dívida ruim; ele se especializou em precificar corretamente o risco. A estratégia da Suno Asset é mergulhar na estrutura de cada operação. A equipe de gestão analisa a viabilidade do projeto imobiliário, o histórico do devedor e, o mais crucial, a robustez das garantias. Com um portfólio que busca um retorno médio de <strong>CDI + 3,5%</strong> ou <strong>IPCA + 8%</strong>, o fundo transforma essa análise criteriosa em um fluxo de dividendos superior à média do mercado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O Mindset do Gestor: Um Pessimista Profissional</strong></h2>



<p>Para operar no território do high yield, a equipe da Suno Asset não atua como otimista, mas como um &#8220;pessimista profissional&#8221;. A filosofia de gestão não se baseia na esperança de que o devedor vai pagar, mas na certeza do que acontece se ele não pagar. A pergunta central que guia cada alocação é: &#8220;E se tudo der errado?&#8221;.</p>



<p>A resposta para essa pergunta está nas garantias, a verdadeira margem de segurança do fundo. Cada CRI na carteira do SNCI11 é lastreado por ativos reais. Se o desenvolvedor de um loteamento, por exemplo, se tornar inadimplente, o fundo tem o direito de executar a garantia, que pode ser a própria terra ou os recebíveis das vendas dos lotes. Muitas vezes, o valor desses ativos é significativamente superior ao da dívida, protegendo o capital dos cotistas. É um trabalho de alfaiataria de crédito, onde cada contrato é costurado com múltiplas camadas de proteção, transformando o que parece ser um risco elevado em um risco calculado e bem mitigado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Onde Nascem os Juros Altos</strong></h2>



<p>O prêmio extra do SNCI11 vem da capacidade da gestão de originar operações em nichos de mercado com alta barreira de entrada, onde os grandes bancos, por burocracia ou escala, não conseguem atuar com eficiência. Os exemplos práticos incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Multipropriedade e Setor Hoteleiro:</strong> O fundo atua fortemente no financiamento de frações imobiliárias e <em>timeshare</em>, especialmente em destinos turísticos de alto padrão, como exemplificado pelos CRIs <strong>Gramado GVI</strong> e <strong>Solar Junior</strong> em sua carteira. Este é um setor com margens elevadas que oferece excelentes prêmios de risco no crédito estruturado.</li>



<li><strong>Operações Estruturadas em Setores Estratégicos:</strong> O fundo vai além do imobiliário tradicional, financiando projetos com lastro em setores resilientes e de alta demanda, como <strong>energia</strong> (geração distribuída), <strong>industrial</strong> e até <strong>óleo &amp; gás</strong>.</li>



<li><strong>Incorporação Residencial e Corporativa:</strong> O SNCI11 também financia incorporadoras de menor porte focadas em projetos de nicho, que não têm acesso fácil ao crédito bancário tradicional e, por isso, recorrem ao mercado de capitais, pagando um juro maior em troca de uma estruturação de dívida mais flexível.</li>
</ul>



<p>Ao atuar nesses segmentos, o SNCI11 preenche um vácuo de financiamento e captura um spread de crédito que não está disponível nos ativos mais convencionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Renda que Supera o Mercado</strong></h2>



<p>A validação da tese está no fluxo de dividendos que chega à conta do investidor. Nos últimos 12 meses, o SNCI11 entregou um dividend yield de <strong>14,6%</strong>, isento de imposto de renda. Esse retorno representa o equivalente a mais de <strong>120% do CDI</strong> bruto, uma performance que bate com folga os benchmarks de renda fixa tradicionais.</p>



<p>Com um crescimento consistente que o levou a uma base de mais de <strong>37 mil cotistas</strong>, o fundo prova que há uma demanda sólida por produtos que oferecem renda real. A Suno Asset não vende apenas um FII; ela oferece ao investidor de varejo acesso a um mercado antes restrito a especialistas — o spread do crédito imobiliário. Em um cenário onde cada ponto percentual de retorno acima do CDI faz a diferença, a Suno entrega não apenas um dividendo, mas a engenharia por trás de um dividendo turbinado.</p>
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		<title>A Fazenda Líquida da Suno</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2026 14:29:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO — O agronegócio brasileiro vive seu mais profundo paradoxo. Enquanto as colheitadeiras avançam sobre safras recorde, os escritórios de advocacia registram uma onda histórica de recuperações judiciais. Em 2024, foram 1.272 pedidos, mais que o dobro do ano anterior. A inadimplência do produtor rural avança, atingindo 7,9% no primeiro trimestre de 2025, segundo [&#8230;]]]></description>
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<p><br></p>



<p>SÃO PAULO — O agronegócio brasileiro vive seu mais profundo paradoxo. Enquanto as colheitadeiras avançam sobre safras recorde, os escritórios de advocacia registram uma onda histórica de recuperações judiciais. Em 2024, foram <strong>1.272 pedidos</strong>, mais que o dobro do ano anterior. A inadimplência do produtor rural avança, atingindo <strong>7,9%</strong> no primeiro trimestre de 2025, segundo a Serasa. A &#8220;tempestade perfeita&#8221; de queda nos preços das commodities, quebras de safra localizadas e juros que chegaram a <strong>14% ao ano</strong> no crédito empresarial estrangulou o caixa do campo.</p>



<p>Nesse cenário de aversão ao risco, o crédito, antes farto, tornou-se um ativo escasso e caro. É precisamente nesse vácuo que a Suno Asset construiu uma de suas teses de investimento mais resilientes: o Fiagro Suno Agro (SNAG11). Com um patrimônio que ultrapassa os <strong>R$ 626 milhões</strong>, o fundo criou um veículo que permite ao investidor de varejo atuar como o &#8220;banqueiro&#8221; do agronegócio. A estratégia é desempacotar a complexidade do crédito rural e empacotá-la em um produto de prateleira: dividendos mensais, isentos de imposto de renda, com a robustez do setor mais forte da economia brasileira.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Engenharia do Agro Financeiro</strong></h2>



<p>Diferente de quem compra terras, a tese do SNAG11 não está na posse do ativo físico, mas na posse do &#8220;papel&#8221;. O fundo investe majoritariamente em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), instrumentos que transformam o investidor em credor do produtor rural.</p>



<p>Na prática, a mecânica é sofisticada em sua estrutura, mas simples em seu conceito. Um <strong>CRA é emitido por uma securitizadora</strong>, lastreado em recebíveis do agro, o produtor oferece garantias como a própria safra, terras ou outros ativos e o fundo compra o título. O SNAG11, com o capital de seus mais de <strong>114 mil cotistas</strong>, compra esse título e passa a receber os juros.</p>



<p>Para o investidor da B3, isso significa ter acesso a um mercado antes restrito a grandes bancos e tradings. É a chance de financiar diretamente a produção de grãos, a pecuária ou a indústria sucroalcooleira, capturando taxas de juros atrativas, sem precisar entender de plantio ou colheita. O fundo faz a ponte entre o capital da Faria Lima e a necessidade de financiamento da porteira para dentro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Pulverização é a Defesa</strong></h2>



<p>O segredo para navegar em um setor com inadimplência em alta não está em encontrar um único devedor &#8220;perfeito&#8221;, mas em construir uma muralha de diversificação. A gestão de risco da Suno Asset para o SNAG11 é baseada na pulverização. Conforme destacado pela própria gestora, a estratégia é montar &#8220;uma carteira com nomes sólidos, estrutura bem colateralizada e exposição controlada por cultura e região&#8221;.</p>



<p>Isso significa que o portfólio do fundo é um mosaico do agro brasileiro. A carteira é distribuída entre dezenas de devedores diferentes, de produtores individuais a grandes cooperativas, diluindo o risco de um calote pontual. A exposição é diversificada geograficamente, reduzindo o impacto de um evento climático adverso em uma única região, e também por cultura, com investimentos em cadeias como soja, milho, cana-de-açúcar, entre outras.</p>



<p>Como afirma Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, essa estrutura &#8220;fez toda a diferença&#8221; para a estabilidade do fundo. Ao negociar diretamente cada operação, a gestão busca garantias robustas e estruturas de dívida que não se encontram em outros Fiagros, criando uma camada extra de segurança para o cotista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Oportunidade na Crise</strong></h2>



<p>Paradoxalmente, o cenário macroeconômico adverso para o produtor rural se transformou em uma janela de oportunidade para o SNAG11. Com os bancos tradicionais mais restritivos na concessão de crédito e as taxas do Plano Safra subindo — as linhas de custeio empresarial saltaram de 12% para <strong>14% ao ano</strong> —, a demanda por fontes alternativas de financiamento aumentou.</p>



<p>Esse &#8220;esvaziamento&#8221; do crédito tradicional confere maior poder de barganha a fundos como o SNAG11. A gestora consegue negociar taxas de juros mais atrativas e exigir garantias mais sólidas para suas operações, o que se traduz em um maior prêmio de risco para o investidor. O fundo, portanto, não apenas oferece uma solução para a crise de liquidez do campo, mas se beneficia dela para estruturar operações com uma relação risco-retorno mais favorável.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Colhendo Dividendos: A Safra que Cai na Conta do Investidor</strong></h3>



<p>No fim, a validação da tese aparece nos números. O SNAG11 tem entregado consistentemente um fluxo de dividendos robusto. Em setembro de 2025, o fundo anunciou a distribuição de <strong>R$ 0,12 por cota</strong>, o maior patamar dos últimos dois anos. Esse valor representa um dividend yield mensal de <strong>1,25%</strong>, ou um yield anualizado superior a <strong>14%</strong>, um retorno acima do CDI e da inflação.</p>



<p>Com uma base de mais de <strong>114.380 cotistas</strong>, o SNAG11 se consolidou como um dos Fiagros mais líquidos e populares da bolsa. A Suno Asset conseguiu traduzir a complexidade do crédito rural em uma proposta de valor clara e acessível: a oportunidade de investir no motor da economia brasileira, não através do risco da produção, mas da segurança de atuar como o financiador. Em meio a uma crise que testa a resiliência do campo, o SNAG11 se posiciona como a &#8220;fazenda líquida&#8221; do investidor, onde a safra colhida é um dividendo previsível e mensal.</p>
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		<title>A máquina de R$1 bilhão da Suno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 19:16:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branded Content]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO – A Suno Asset, de Tiago Reis, está indo a mercado para mais do que dobrar o patrimônio de seu FII de energia, o SNEL11, numa oferta que pode chegar a R$637 milhões. A captação, se bem-sucedida, levará o fundo para perto de R$1 bilhão em AUM (ativos sob gestão), colocando-o entre os [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>SÃO PAULO –</strong> A <strong>Suno Asset</strong>, de <strong>Tiago</strong> <strong>Reis</strong>, está indo a mercado para <strong>mais do que dobrar </strong>o patrimônio de seu FII de energia, o <strong>SNEL11</strong>, numa oferta que pode chegar a <strong>R$637 milhões.</strong> A captação, se bem-sucedida, levará o fundo para perto de <strong>R$1 bilhão em AUM</strong> (ativos sob gestão), colocando-o entre <strong>os 30 maiores da B3.</strong></p>



<p>O movimento é mais do que um teste de apetite, é a <strong>validação</strong> de um modelo que conseguiu <strong>desempacotar</strong> um ativo de infraestrutura complexo e <strong>empacotá-lo</strong> como um<strong> produto de prateleira para o varejo</strong>, um produto que, na prática, funciona como uma<strong> renda fixa com anabolizantes</strong> e um <strong>hedge inflacionário embutido.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>A Engenharia por Trás da Renda</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="450" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-1.png" alt="" class="wp-image-1414" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-1.png 800w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-1-300x169.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-1-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p>A tese do SNEL11 é <strong>simples na superfície e sofisticada na execução, </strong>o fundo compra ou desenvolve <strong>usinas fotovoltaicas</strong> e as <strong>“aluga”</strong> para empresas consumidoras por meio de contratos de longo prazo, de<strong> 10 a 15 anos</strong> com a maior parte <strong>gerando receitas estáveis.</strong></p>



<p>O pulo do gato está no reajuste: os contratos são<strong> corrigidos anualmente </strong>pela inflação, muitas vezes, pela <strong>inflação setorial de energia, </strong>que nos últimos anos tem <strong>superado</strong> o IPCA. Para o investidor pessoa física, o resultado é um<strong> dividendo mensal com a previsibilidade de um aluguel </strong>e a <strong>proteção de um título indexado,</strong> o que tem gerado um <em><strong>yield</strong></em> <strong>anualizado</strong> <strong>superior a 14%.</strong></p>



<p>Mas o retorno não vem só do fluxo de caixa, a gestão também tem mostrado <strong>capacidade de gerar valor no próprio ativo.</strong> Uma reavaliação de apenas três usinas no início do ano, por exemplo, adicionou <strong>R$16,7 milhões ao patrimônio do fundo, </strong>um <em>markup</em> de quase <strong>35%</strong> no valor dos projetos, mostrando que a Suno Asset conseguiu <strong>comprar e construir bem, </strong>gerando um ganho de capital para o cotista antes mesmo da primeira distribuição.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>A Virada Pragmática</strong></h2>



<p>A história recente do fundo, no entanto, é sobre <strong>adaptação</strong>. O SNEL11 nasceu assumindo o <strong>risco</strong> de desenvolvimento, <strong>construindo suas próprias usinas</strong> para capturar uma <strong>TIR maior.</strong> Mas com a Selic em dois dígitos e o custo da construção civil pressionando as margens, a conta mudou e <strong>o custo de capital para um projeto de prancheta ficou proibitivo.</strong></p>



<p>Foi então que a gestão pivotou e ao invés de ser um <strong>desenvolvedor</strong>, o SNEL11 passou a atuar como um <strong>consolidador</strong>. A estratégia passou a ser <strong>comprar ativos já operacionais, </strong>com receita imediata e sem o risco da obra. A conta era simples: <strong>por que assumir o risco da construção e esperar meses pela conexão à rede se o mercado oferecia projetos prontos com retornos ajustados ao risco ainda atraentes? </strong>Essa virada pragmática é o que explica a resiliência dos dividendos e a confiança do mercado na tese.</p>



<p>A prova de que a virada foi acertada apareceu nos resultados recentes. Em junho, o fundo bateu seu <strong>recorde de receita de locação, com R$ 1,87 milhão,</strong> um resultado impulsionado diretamente pela aquisição do <strong>&#8220;projeto Angra&#8221;,</strong> feita com os recursos da emissão anterior. Além disso, a gestão sinaliza no último relatório que ainda <strong>há mais receita a ser destravada no portfólio atual,</strong> com o avanço da maturação (<em>ramp-up</em>) de projetos recém-iniciados e a otimização de contratos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>A Oferta na Mesa</strong></h2>



<p>Agora, a <strong>4ª emissão</strong> chega para dar <strong>escala</strong> à estratégia, em um momento de alta temperatura para o fundo no mercado. Nesta <strong>segunda-feira (28), </strong>o SNEL11 bateu seu <strong>recorde de liquidez </strong>no ano, negociando <strong>R$2,5 milhões em um único pregão,</strong> um sinal claro do <strong>interesse</strong> <strong>do mercado </strong>em meio ao período de subscrição.</p>



<p>O preço de<strong> R8,60 </strong>por cota sai com um <strong>prêmio sobre o valor patrimonial</strong> (R8,12), um sinal de que o mercado já reconhece o <strong>valor gerado</strong> pela gestão. A oferta tem uma estrutura que praticamente garante seu sucesso: a captação mínima é de apenas<strong> R$9,9 milhões</strong> e prevê a emissão de até <strong>76,6 milhões de cotas, somando R$637,88 milhões.</strong></p>



<p>O direito de preferência foi fixado para investidores posicionados <strong>até 23 de julho,</strong> com proporção de 2 novas cotas para cada 1 detida. A negociação dos direitos vai até 6 de agosto.</p>



<p>O pipeline de aquisição informado no prospecto reforça a tese da consolidação: <strong>dos 22 empreendimentos-alvo, 18 já estão operacionais. </strong>O recado é claro: o foco é <strong>comprar fluxo de caixa, </strong>enquanto uma fatia menor busca um <strong>retorno maior em projetos </strong>que ainda capturam o prêmio de risco da construção. Se captar o valor cheio, o SNEL11 poderá<strong> triplicar seu patrimônio</strong> e se posicionar entre os 30 maiores FIIs da B3.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>O Varejo Compra a Tese</strong></h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="672" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-2-1024x672.png" alt="" class="wp-image-1415" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-2-1024x672.png 1024w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-2-300x197.png 300w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-2-768x504.png 768w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/07/image-2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p>O pano de fundo para a ofensiva da Suno é um <strong>mercado de varejo carente de alternativas.</strong> Com a renda fixa tradicional mal cobrindo a inflação após impostos, o investidor pessoa física foi forçado a buscar ativos que entreguem renda real.</p>



<p>O SNEL11 oferece uma solução empacotada: <strong>exposição a uma megatendência global (energia limpa), um hedge inflacionário setorial e um dividendo mensal isento de imposto de renda. </strong>O crescimento da base para mais de <strong>35 mil cotistas </strong>mostra que a demanda existe.</p>



<p>A Suno não está apenas vendendo cotas; está vendendo uma tese de investimento de <strong>fácil compreensão,</strong> mas de execução complexa. E o varejo, ao que tudo indica, está <strong>comprando</strong>.</p>
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		<title>O Centro Virou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[bastidores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 11:21:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branded Content]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[GOIÂNIA — Até pouco tempo atrás, era quase um axioma do mercado: os grandes escritórios de wealth management estavam na Faria Lima. Comandados por sócios veteranos do mercado financeiro, operavam com a estética da exclusividade e a lógica da concentração. Mas isso começa a mudar. A ascensão de Goiás ao topo do ranking do BTG [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[




<p><strong>GOIÂNIA </strong>— Até pouco tempo atrás, era quase um axioma do mercado: <strong>os grandes escritórios de wealth management estavam na Faria Lima. </strong>Comandados por sócios veteranos do mercado financeiro, operavam com a estética da <strong>exclusividade</strong> e a lógica da concentração. Mas isso começa a mudar. A ascensão de Goiás ao<strong> topo do ranking do BTG Pactual,</strong> maior banco de investimentos da América Latina, marca um<strong> ponto de inflexão</strong> na geografia do dinheiro brasileiro.</p>



<p>Em maio de 2025, o BTG atualizou seu ranking de agentes autônomos. Em terceiro lugar, surgiu um nome<strong> fora do script </strong>habitual: a <strong>Kaza Capital, </strong>fundada em <strong>Goiânia</strong>, com mais de <strong>R$2 bilhões sob custódia </strong>e atuação centrada no interior do país.</p>



<p>No mercado, o movimento foi lido como uma <strong>surpresa,</strong> mas quem acompanha o avanço da Kaza nos últimos anos sabe que a posição é <strong>consequência</strong> <strong>direta</strong> de uma tese bem executada: ocupar o espaço que os grandes nunca viram. E construir, longe dos holofotes, um modelo que une <strong>sofisticação</strong> <strong>financeira</strong> e <strong>proximidade</strong> <strong>operacional</strong> com o <strong>agro</strong>, as <strong>famílias</strong> <strong>empresárias</strong> e o <strong>patrimônio invisível</strong> da nova economia brasileira.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQFxYr9ieXv_2s-N7reUCGHNg-DE-_M5QCPOT_AD5qzPKovw/viewform"><img decoding="async" width="608" height="972" src="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-39.png" alt="" class="wp-image-1147" srcset="https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-39.png 608w, https://bastidoresdopoder.com/wp-content/uploads/2025/04/image-39-188x300.png 188w" sizes="(max-width: 608px) 100vw, 608px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando o dinheiro sai da Faria Lima</strong></h2>



<p>O patrimônio no Centro-Oeste era real, mas estava disperso e, na maioria dos casos, mal estruturado. Parte estava imobilizada em terras produtivas, silos, fazendas de alto valor, máquinas e estoques agrícolas. Outra parte, em aplicações avulsas, imóveis sem holding, quotas de empresas familiares e contas bancárias no nome da pessoa física.</p>



<p>Não havia estratégia consolidada. A sucessão patrimonial era frequentemente ignorada ou tratada informalmente: pais dividiam o que podiam entre filhos, sem testamento, sem planejamento tributário, sem governança. Muitas vezes, uma empresa que faturava R$500 milhões ao ano tinha sua conta principal operada no varejo bancário, com decisões financeiras tomadas entre o gerente da agência local e o dono da fazenda.</p>



<p>Quando havia alguma estrutura de proteção, ela era caseira: uma holding mal desenhada, um contador de confiança, um advogado da família. Planos de previdência sem aderência ao perfil do cliente. Investimentos em fundos genéricos, oferecidos por instituições que pouco conheciam o negócio agroindustrial e menos ainda a dinâmica familiar por trás dele.</p>



<p>Enquanto isso, os grandes escritórios do eixo Rio-SP mantinham foco nas famílias tradicionais do Sudeste e nas heranças industriais do século passado. Raramente olhavam para além da Marginal. Poucos se davam ao trabalho de ir ao campo. Quase nenhum atravessava a BR-153 para entender o que, de fato, estava acontecendo com o dinheiro do agronegócio.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>A base de clientes da Kaza é formada, majoritariamente, por empresários, médicos, grandes produtores rurais e famílias que construíram seu patrimônio com muito esforço e visão ao longo de décadas. São clientes que valorizam relações de longo prazo, atendimento técnico e, principalmente, confiança.</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Esse patrimônio vem, em grande parte, da economia regional de Goiás, do agronegócio, do setor médico-hospitalar, do varejo e de holdings familiares que atuam no estado e em outras regiões do país. Também atendemos clientes que migraram de plataformas tradicionais em busca de um serviço mais personalizado e estratégico.</p>
</blockquote>



<p>Pedro Panigo<br>Diretor de expansão da Kaza Capital</p>



<p>Foi nesse vazio que a nova geração de assessores regionais se estabeleceu. Em vez de abrir uma filial em São Paulo, a Kaza montou times em Uberlândia, Rio Verde, Jataí e Anápolis e criou uma estrutura para atender esses clientes mais complexos com soluções sob medida, sem vender produto, mas desenhando estratégia. E conquistaram um público que cresceu longe dos centros financeiros, mas que agora exige a mesma sofisticação.</p>



<p>O capital não saiu de São Paulo, mas deixou de estar só lá.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>O cliente do Centro-Oeste, especialmente o goiano, é um investidor criterioso. Ele valoriza profundidade técnica, mas também espera que o assessor entenda seu contexto: o ritmo da sua empresa, o peso das decisões financeiras, e a necessidade de clareza, não de complexidade.</p>



<p>Muitas vezes, escritórios de grandes praças falham por entregarem algo excessivamente padronizado. Nosso cliente quer saber o “porquê” de cada posição na carteira. Ele quer transparência, agilidade e uma linguagem que fale com ele sem arrogância técnica, mas com autoridade prática.</p>



<p>É por isso que investimos tanto em formar um time próximo, disponível e com capacidade de traduzir o mercado em decisões que façam sentido na vida real de cada cliente.</p>
</blockquote>



<p>Pedro Panigo<br>Diretor de expansão da Kaza Capital</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A origem de uma anomalia estatística</strong></h2>



<p>Fundada em 2013 por quatro sócios com passagens por grandes instituições financeiras, a Kaza Capital nasceu em Goiânia com um foco pouco óbvio à época: atender o agronegócio com gestão patrimonial de alta performance. O Centro-Oeste vivia um ciclo de crescimento firme, mas ainda discreto. A área plantada em Goiás cresceu 43% na década, a produção agrícola avançou mais de 80%, e o valor das terras se multiplicava a cada nova safra.</p>



<p>Apesar disso, a maioria dos produtores com patrimônio elevado seguia sendo atendida por estruturas de varejo: linhas de crédito rural, gerentes de banco e carteiras de investimento padronizadas. A demanda existia, mas a oferta era limitada — tanto em sofisticação quanto em proximidade.</p>



<p>Foi nesse vácuo que a Kaza começou a crescer. Em vez de mirar grandes praças e heranças tradicionais, os sócios decidiram atuar onde o patrimônio já existia — mas ainda não tinha estrutura. O relacionamento com produtores, agroindústrias e famílias locais foi construído com base em confiança, visitas diretas e atenção ao detalhe operacional.</p>



<p><strong>Gabriel Valadão, sócio responsável pela expansão digital</strong>, resume a leitura da época:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Goiás sempre foi uma potência econômica subestimada pelo mercado financeiro tradicional. Enquanto escritórios em São Paulo ou no Sul disputavam uma mesma carteira de clientes, havia aqui um oceano azul de patrimônio não assistido de forma técnica.</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Enxergamos que havia profundidade patrimonial, mas carência de estratégia personalizada. E mais do que isso: vimos um perfil de cliente que quer ser atendido por alguém que fala a mesma língua. Que conhece seu setor, que entende a dinâmica do agronegócio, da sucessão familiar, das janelas do mercado.</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Enquanto muitos ignoravam Goiás por não enxergarem escala imediata, nós construímos presença, relacionamento e autoridade. Hoje, isso se traduz em crescimento sólido e consistente.”</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A virada institucional</strong></h3>



<p>Em 2021, a Kaza rompeu com a XP e passou a integrar a plataforma do BTG Pactual. O movimento marcou um ponto de inflexão estratégico. Até ali, a casa somava cerca de R$600 milhões sob custódia. Dois anos depois, esse número havia mais do que triplicado, passando dos R$2 bilhões.</p>



<p>A mudança não foi apenas contratual, foi estrutural.</p>



<p>“A migração para o BTG foi uma decisão estratégica”, explica <strong>Diego Horst, CEO da Kaza Capital</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Em determinado momento, percebemos que nosso cliente estava exigindo um nível de entrega mais técnico, mais institucional e mais conectado com soluções sofisticadas — que muitas vezes estavam fora da prateleira da antiga plataforma.</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>O BTG nos proporcionou acesso direto à mesa institucional, à originação de operações exclusivas e à sinergia com o banco em áreas como crédito, estruturação e mercado secundário. Isso nos deu potência para crescer com qualidade.</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Além disso, o alinhamento cultural com o BTG — de performance, proximidade com o cliente e inteligência de mercado — contribuiu diretamente para o nosso salto nos anos seguintes. Mais do que mudar de plataforma, migramos para uma nova mentalidade de negócio.”</p>
</blockquote>



<p>Com a nova estrutura, a Kaza passou a oferecer previdência avançada, veículos internacionais, soluções de proteção patrimonial e até cartões black com gestão integrada. O relacionamento com o cliente deixou de ser apenas de assessoria financeira e passou a ser de organização patrimonial completa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que vem agora?</strong></h2>



<p>A Kaza nunca teve plano de ir para São Paulo. O foco sempre foi o de construir presença nos polos de geração de riqueza que ainda estão fora do radar da elite financeira. Agora, a expansão segue esse mesmo desenho.</p>



<p>Nos próximos meses, o escritório deve abrir operações físicas em cidades estratégicas como Rondonópolis (MT), Luís Eduardo Magalhães (BA), Campo Grande (MS) e Primavera do Leste (MT) — todas regiões com forte presença de produtores, cooperativas, agroindústrias e empresas familiares em processo de sucessão. Mas a prioridade não é velocidade, é capilaridade com consistência.</p>



<p>Cada nova base terá times próprios, com autonomia comercial e estrutura de backoffice integrada. A estratégia é montar unidades com raízes locais, lideradas por profissionais que conhecem o cliente e o território sem depender da matriz em Goiânia para decisões operacionais.</p>



<p>Além da expansão geográfica, a Kaza também vem reforçando áreas especializadas em temas como sucessão patrimonial, previdência privada, diversificação internacional, estruturação de veículos e advisory para investidores institucionais da região. A ideia é que a próxima etapa de crescimento seja tão horizontal quanto vertical, aumentando cobertura, mas também profundidade.</p>



<p>A ambição não é ocupar espaço. É capturar valor onde ele já existe, mas ainda está desassistido.</p>



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